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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

23/02/2010 21:55

Fiems defende discussão sobre nova jornada de trabalho

Redação

Após visitar todos os líderes partidários na Câmara Federal e participar de encontro com o presidente da Casa de Leis, deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), em Brasília (DF), o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, defendeu hoje a discussão técnica da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem a diminuição dos salários, e eleva o valor da hora extra.

Segundo ele, o momento atual não é oportuno para votação dessa proposta por se tratar de um ano eleitoral e existir uma grande pressão dos movimentos sindicais para que o assunto seja colocado em pauta.

Em sua opinião, a discussão deixou de ser técnica e passou a ser política, correndo o risco de penalizar o setor produtivo e, consequentemente, o próprio trabalhador que terá de pagar a conta com o aumento dos custos de produção. Por isso, Longen defende que este assunto seja tratado no ano que vem.

O setor industrial, conforme o presidente da Fiems, está preocupado com a manutenção dos empregos dos trabalhadores. Ele acredita que ninguém vai conseguir arcar com os custos da PEC, sem promover reajustes no seu quadro funcional.

Michel Temer disse aos dirigentes industriais liderados pelo presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, que sua posição é de equilíbrio, agindo conforme a posição das lideranças partidárias.

Para Monteiro, "colocar na pauta do plenário da Câmara a votação da PEC da redução da jornada é uma manobra claramente eleitoreira dos dirigentes sindicais trabalhistas".

Já o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, há uma confusão sobre o verdadeiro interesse de se reduzir a jornada. "Se houver imposição de redução da jornada, setores intensivos de mão-de-obra, como têxtil e calçado, e empresas de menor porte, vão ser muito prejudicados. A PEC, em vez de gerar empregos, pode gerar desemprego", assinalou.

(Com informações da Fiems)

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