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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

04/11/2009 22:55

Funai nega que corpos de índios foram encontrados

Redação

Assim como a PF (Polícia Federal), a Funai (Fundação Nacional do Índio) afirma que não foram encontrados os corpos dos professores indígenas Genivaldo Vera e Rolindo Vera.

Segundo o chefe do posto da Funai em Paranhos, a 472 quilômetros de Campo Grande, Luiz Américo, funcionários do órgão e alguns índios vasculharam durante horas mais de um local indicado sem encontrar nenhum corpo ou indício que ajudasse a descobrir o paradeiro dos dois índios.

"A informação não passou de um boato que apareceu não sei como. Um agente de saúde, índio, me ligou hoje cedo dizendo que um outro índio tinha visto os corpos próximo a um assentamento. Quando chegamos no local [assentamento São Cristóvão], nos disseram que era em outro lugar. Seguimos para o assentamento Vicente de Paula [próximo à fronteira com o Paraguai] e nada. Procuramos, procuramos e não encontramos nada", explicou Américo à Agência Brasil, por telefone.

Américo diz que a Funai continuará procurando por Olindo e Jenivaldo. Os dois faziam parte do grupo de índios que, na quarta-feira (28) passada, ocupou a Fazenda São Luiz, a cerca de 30 quilômetros do centro de Paranhos. Eles desapareceram no sábado (31 de outubro).

Alguns índios contaram à Funai tê-los visto pela última vez quando deixavam a propriedade, de onde foram expulsos por seguranças armados. A PF deslocou duas equipes de Naviraí para o local da ocorrência.

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) colocou a estrutura da polícia estadual à disposição da PF, para ajudar na solução deste caso.

A informação que os corpos dos professores tinham sido encontrados, foi dada pelo integrante da Comissão dos Professores Índios Guarani-Kaiuá, Otoniel Ricardo. Segundo ele, os cadáveres tinham sido localizados no matagal perto da área onde houve o confronto que antecedeu o sumiço.

Ricardo é vereador de Caarapó e disse ter recebido várias ligações dos indígenas da área para comunicar as mortes. Ele completa ainda que o tio do Ronildo, identificado apenas como Wilson, foi quem viu os corpos.

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