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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

03/09/2013 08:07

Funcionários são liberados, mas vão responder por três tipos de crimes

Graziela Rezende

A Polícia Civil liberou os quatro homens presos durante a confusão ocorrida no Frigorífico Beef Nobre, no Jardim Carioca, em Campo Grande. Eles foram indiciados por dano, desobediência e exposição ao perigo a vida de outrem, por terem jogado pedras contra os policiais militares e "free lancers" levados por um assistente do frigorífico.

Na delegacia, os funcionários Fabiano Pereira Alves e Cristiano Rodrigues Duarte, Alexandre Costa, vice-presidente da Cassems e presidente do Sintss (Sindicato da Seguridade Social), e Ricardo Bueno, presidente do Conselho Estadual de Saúde e representantes da CUT, assinaram um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e vão responder ao processo em liberdade. Ontem (2), na ocasião da prisão, as pessoas, que estavam no local, falaram em “abuso policial”.

A categoria chegou a dizer que houve o início de uma negociação salarial, que caminhava para um acordo, mas que foi interrompida com a chegada da Polícia. Centenas de trabalhadores iniciaram a paralisação por melhorias salariais e folga semanal aos sábados, algo que a empresa sempre promete e não cumpre, de acordo com os protestantes.

Agressões - Um assessor da CUT e presente no local das negociações relatou que houve agressões e abuso por parte dos policiais militares. “O Alexandre estava filmando a ação, mas ele levou um tapa de um policial, o celular chegou a cair no chão”, afirmou ele, que preferiu não se identificar.

Bueno também teria sido agredido no momento em que era colocado no camburão da PM. O óculos dele, inclusive, teria sido quebrado.

Negociação - Com faixas, som e dizeres, centenas de funcionários do Frigorífico Beef Nobre paralisaram as atividades desde a madrugada de segunda-feira (2). Eles reivindicam melhorias salariais e não aceitaram a proposta oferecida pela empresa.

Balas de borracha também foram disparadas na direção dos cerca de 200 funcionários da empresa.

Os trabalhadores pedem um aumento salarial de 9%, além do valor do vale refeição que subiria de R$ 60 para R$ 100, participação dos lucros da empresa de R$ 430 para R$ 700 e folga aos sábados, já que eles folgam somente uma vez ao mês, sendo o único frigorífico da Capital que trabalha dessa maneira.



A Polícia Militar chegou na qualidade de Escolta Privada para a Empresa introduzir no Frigorífico trabalhadores de outro município para furar a greve, que iniciava o seu primeiro dia.
Como a cidade e o Estado, que tanto precisam de policiamento podem prescindir da presença destas viaturas para situações de gravidade verdadeira?
É um absurdo o uso do aparato policial público para proteger empresas privadas. Nos oferece elementos para pensarmos e aprofundarmos na investigação dos sócios deste frigorífico e nas suas retiradas e remessas financeiras.
 
Ronaldo de Souza Costa em 03/09/2013 12:51:23
Cabe ao Minitério Público investigar o caso e aplicar punições contra a empresa Beef Nobre, onde pela CLT consta que se deve ter no mínimo um folga semanal onde a carga horária seja de até 6 horas+40 minutos de descanso(diárias) ou 2 onde a carga horária seja de 8 horas+2 horas de descanço(diárias) e caso isso não estaja sendo cumprido é um crime federal. O sindicato destes funcionários pode entrar com um processo coletivo contra a empresa pedido ressarcimento das horas acima da lei trabalhadas, assim como danos morais(infligiu a moral do trabalhador o obrigando a trabalhar de forma abusiva) e fisico-psicológicos (devido ao stress de ter uma folga mensal). Cadê uma atitude deste sindicato?
 
Alexandre de Souza em 03/09/2013 12:10:24
E o ministério do trabalho não deveria fiscalizar diariamente???
Meu pai tem 61 anos e é funcionário desse frigorifico, não participou dessa paralisação porque não tem mais idade é nem saúde pra isso, e o medo de ser mandado embora e não ser contratado em outro lugar pela sua idade, fez com que ele não participasse!!!
Mas realmente não tem horário de almoço, e as condições de trabalho é desumano, e a policia fez seu serviço, mas de maneira errada essas pessoas são pais de família estão exigindo seus direitos, deveriam ser respeitados como seres humanos!e não como bichos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
CRIS. ALVES em 03/09/2013 11:27:49
A população pode ajudar a solucionar este impasse, é fazer assim: " É ninguém comprar carnes e outros derivados do Beef Nobre." Pagam poucos para seus funcionários e vendem a carne a peso de ouro. E a Polícia deveria ter mais habilidade para conter esse tipo de tensão, entender que as 200 pessoas que estavam lá são trabalhadores e Pais de família, têm que parar com tanta agressão gratuita, isto só demonstra falta de preparo.
 
Luis Acordado em 03/09/2013 09:13:12
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