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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

02/06/2010 07:49

Garotos vão parar na delegacia após "porre" em escola

Redação

Pelo menos oito adolescentes foram levados para a Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) nas últimas semanas por consumirem bebida alcoólica dentro de escolas públicas da Capital. Os casos foram registrados em escolas do bairro Tiradentes e Guanandi.

Na última terça-feira (25), duas adolescentes de 13 e 15 anos e um garoto de 17 anos foram flagrados consumindo bebida alcoólica dentro de uma escola na rua Barra Mansa.

A PM (Polícia Militar) foi acionada e as duas meninas confessaram ter comprado a bebida no bar que fica em frente ao estabelecimento. O segurança da escola, Dorival de Queiroz Ferreira, de 56 anos, chegou a ver as meninas entrando no local.

Questionada, a proprietária do bar, Eliane Maria de Sandre, de 36 anos, alegou que seu filho é quem estava no bar no horário mencionado pelas meninas, mas que ele não forneceu a bebida.

Já as adolescentes contaram ter comprado a bebida do rapaz quando a mãe dele estava perto. Na mochila da garota de 15 anos, um professor encontrou uma garrafa de cachaça durante a aula de educação física.

Após o caso, a direção convocou uma reunião com os pais. Uma das mães presentes, cujo nome será preservado para não expor o filho adolescente, entrou em contato com o Campo Grande News e relatou que os alunos ficam bebendo e jogando sinuca em frente no bar que fica do outro lado da rua, em frente à escola.

A equipe esteve no estabelecimento, mas o marido da proprietária disse que apenas a mulher, que não estava no local, poderia falar sobre o assunto.

De acordo com a delegada titular da Deaij, onde o caso foi registrado, Maria de Lourdes Cano, a dona do bar irá responder pelo crime de venda de bebida alcoólica a adolescentes. Ela informou que a mulher pode ter até o alvará de funcionamento suspenso, e ressalta que a lei proíbe que menores de 18 anos frequentem estabelecimentos com mesa de sinuca.

Além da mulher, o filho dela, de 17 anos, foi apontado como adolescente infrator por vender a bebida.

Na sala - No outro caso, ocorrido no dia 8 de abril em uma escola do Tiradentes, a Polícia foi acionada porque os alunos consumiam cerveja dentro da sala de aula.

Cinco deles foram encaminhados à delegacia, mas apenas um garoto de 16 anos irá responder pela infração de fornecer a bebida. Como a lei não prevê como crime o consumo, os demais adolescentes envolvidos, três de 14 anos e um de 15 anos, são considerados vítimas.

O dono das cervejas contou que havia levado para tomar depois da aula, durante um jogo de basquete, mas um amigo viu e o convidou para tomar na sala. Quando a professora chegou e viu que eles estavam consumindo bebida alcoólica, mandou todos para a direção que acionou a Polícia.

Comerciantes - No caso mais recente, da escola do Guanandi, o colégio é cercado por comércios. O dono de um dos estabelecimentos, que pediu para não ser identificado, contou que os garotos que levaram bebida saíram do local embriagados.

Dono de um bar há cerca de 20 anos, outro comerciante diz que conhece os jovens e não se deixa enganar pela aparência de maior deles e nunca fornece bebidas alcoólicas. Mas, alega que o vizinho ao lado, que tem a mesa de sinuca e vendeu bebida aos adolescentes, cometeu um "deslize".

De acordo com a Deaij, o fato de o bar ter uma mesa de sinuca em frente a uma escola já é inadequado, e a responsabilidade pela comercialização de bebidas é do proprietário do estabelecimento, a quem cabe não fornecer produtos impróprio para adolescentes.

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