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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

23/08/2010 18:17

Garras suspeita que ladrões de banco não sejam de MS

Redação

Os assaltantes que instalaram equipamentos conhecidos como "chupa cabra" em agências bancárias de Campo Grande não são de Mato Grosso do Sul, conforme suspeita do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros) depois de análise das imagens do circuito interno de segurança fornecidas por uma das agências onde os bandidos tentaram a manobra.

De acordo com o delegado Rodrigo Guiraldeli Yassaka foi possível verificar pelas imagens que os bandidos que atuavam na agência do Banco do Brasil na avenida Bandeirantes não estão entre os de MS que atuam nessa área.

Daí a suspeita da Policia de que tenham vindo de outro estado para aplicar os golpes. Apenas a ação ocorrida no Banco do Brasil é investigada pelo Garras.

A investigação sobre a tentativa de golpe a clientes da Caixa Econômica Federal da Via Parque está a cargo da Polícia Federal.

O delegado detalha que uma cliente do banco na Bandeirantes desconfiou dos bandidos e acionou a Polícia na manhã de ontem.

Quando os policiais chegaram perceberam o equipamento acoplado no caixa eletrônico, mas os ladrões não estavam mais no local.

Segundo a Polícia, a cliente que acionou a Polícia aparentemente era a primeira a usar o caixa após a instalação do equipamento. Foi feita perícia no local e a Polícia procura os autores.

O delegado explica que as imagens do circuito interno do banco não serão divulgadas para não expor a cliente que denunciou e para não prejudicar o andamento das investigações.

Atenção - Sobre o equipamento "chupa cabra" instalado por ladrões em caixas eletrônicos, o delegado Rodrigo Guiraldeli explica que é possível perceber a diferença de um caixa não adulterado desde que haja atenção do cliente.

Contudo, ele ressalta que os caixas eletrônicos são locais onde as pessoas costumam passar com pressa e isso facilita a ação dos golpistas.

O golpe de forjar o caixa consiste em acoplar a ele um equipamento que é fixado à parte da máquina onde se insere o cartão do banco.

Quando o cliente insere o cartão, uma fita adesiva o prende. Ao tentar retirar, a pessoa pensa que o cartão ficou preso na máquina.

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