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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/03/2009 16:13

HU confirma surto de infecção e isola CTI

Redação

Dois dias após a morte de um idoso de 76 anos, vítima de infecção hospitalar no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário, a direção do estabelecimento confirmou o surto da bactéria acinetobacter na unidade onde ficam os pacientes em estado grave. Até que os contaminados deixem de apresentar sinais de infecção, o CTI permanece isolado e não irá receber novos pacientes.

Somente nas últimas semanas, a infecção hospitalar decorrente da bactéria resistente foi constatada em cinco pacientes. Um deles foi o idoso que faleceu na última segunda (09), mas o hospital nega que o motivo seja a bactéria e alega quadro de insuficiência renal, agravado por doença imunológica. Mesmo assim o caso é investigado.

Os outros quatro infectados permanecem no CTI. Um dos pacientes que está no local já teve a bactéria 'negativada', mas permanece internado porque precisa da ajuda de aparelhos para respirar.

O CTI foi isolado na última sexta-feira (06), mas o diretor clínico, Neimar Gardenal, afirma que não é possível precisar quando teve início a contaminação dos pacientes. Ele garante que ainda não houve registros de infecção generalizada da acinetobacter em outros setores do hospital. "O problema está localizado lá", afirma.

Mesmo que recebam alta, os pacientes do centro não podem deixar o local, sob o risco de levar a infecção para a enfermaria, por exemplo.

O infectologista José Ivan Aguiar, chefe do departamento de clínica médica do HU, afirma que o hospital tem plenas condições de controlar o problema. Ele explica que o procedimento de isolar o CTI ao invés de transferir os pacientes infectados foi tomado para não 'espalhar' a bactéria.

Segundo a enfermeira executora da CCIM (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), Cleodinéia Mello, os funcionários têm respeitado os procedimentos de segurança para que a bactéria resistente não se espalhe para outras áreas do hospital.

Causas - A comissão formada para esclarecer o assunto à imprensa nesta tarde explicou que os pacientes infectados com a bactéria resistente são pessoas 'já estavam em condições críticas'. Na ficha dos pacientes internados, constam problemas diversos de saúde, como insuficiência renal crônica, insuficiência cardíaca e hipertensão.

De acordo com o médico José Ivan Aguiar, a infecção hospitalar não é resultado da bactéria, mas do organismo debilitado dos pacientes que estão no CTI. "Eles não estão lá por causa das bactérias", afirma o infectologista.

Não há prazo para a liberação dos leitos interditados, e o hospital informou que os pacientes do CTI serão liberados somente depois que a bactéria for contida.

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