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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

19/07/2019 15:52

"Galã" do PCC usava contas bancárias de laranjas para lavar dinheiro de droga

Elton Leonel Rumich da Silva, o “Galã”, teve prisão decretada por lavagem de dinheiro através de “laranjas” em Ponta Porã

Helio de Freitas, de Dourados
Elton Leonel da Silva, o Galã, no dia em que foi preso em Ipanema, no Rio de Janeiro (Foto: Arquivo)Elton Leonel da Silva, o Galã, no dia em que foi preso em Ipanema, no Rio de Janeiro (Foto: Arquivo)

Preso desde fevereiro do ano passado no Rio de Janeiro, o bandido Elton Leonel Rumich da Silva, o “Galã”, um dos principais líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), usava contas bancárias abertas em nome de “laranjas” em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, para receber dinheiro do comércio de drogas.

O esquema é investigado pela Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã. Com base na investigação, a PF cumpriu mandado de prisão preventiva expedido contra o bandido, atualmente recolhido no Presídio de Bangu I, no Rio.

Considerado novo chefe do crime organizado na fronteira até ser preso em um estúdio de tatuagem no balado bairro de Ipanema, Galã é apontado pela polícia paraguaia como o mentor do plano para executar o capo da fronteira, Jorge Rafaat Toumani, morto a tiros de metralhadora calibre 50, em junho de 2016.

De acordo com a PF, em virtude dos “comprovados atos de lavagem de dinheiro” envolvendo as contas bancárias em nomes de “laranjas”, foi solicitada a prisão preventiva do bandido à Justiça Federal de Campo Grande.

Galã está na cadeia após ser capturado por policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos do Rio de Janeiro por uso de documento falso.

“A prisão preventiva é a segunda decretada em razão de investigações da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul, sendo a primeira decorrente do envolvimento de Galã com organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de entorpecentes”, diz a PF, em nota.

Ainda de acordo com a PF, as prisões preventivas reforçam a necessidade de manutenção de encarceramento do bandido, considerado extremamente perigoso e líder da facção criminosa que age na região da fronteira sul de Mato Grosso do Sul.

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