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Capital

PF teve que “resgatar” celular durante busca em quarto de residencial de luxo

Vídeo mostra que policial precisou subir em escada e puxar aparelho de pequeno vão

Por Aline dos Santos | 18/03/2026 11:28


RESUMO

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A Polícia Federal realizou operação de busca em residência de luxo no Alphaville, em Campo Grande, onde precisou resgatar um celular escondido em vão de iluminação. O imóvel pertence aos comerciantes Clenio Alisson e seu filho Brendon Alisson, alvos da Operação Iscariotes. A operação, realizada em parceria com a Delefaz e Receita Federal, investiga esquema de contrabando de eletrônicos e lavagem de dinheiro. O grupo criminoso contava com apoio de agentes de segurança pública, incluindo os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro e Edivaldo Quevedo da Fonseca, que foram presos.


A PF (Polícia Federal) teve que fazer um pente-fino num quarto de imóvel em residencial de luxo para que celular não ficasse para trás. Vídeo mostra que policial precisou subir na escada e colocar uma ferramenta no estreito vão onde fica a iluminação. De lá, retirou o celular. O episódio foi no Alphaville, em Campo Grande.

O imóvel é ligado aos comerciantes Clenio Alisson Medeiros Tavares, de 46 anos, e Brendon Alisson Medeiros Tavares, de 26 anos. Pai e filho, eles são proprietários de boxes no Camelódromo, no Centro de Campo Grande, e estão entre os alvos de mandados de prisão na Operação Iscariotes, deflagrada nesta quarta-feira (dia 18) pela PF.

A ação investiga esquema de contrabando de eletrônicos, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e ilícitos relacionados ao SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Segundo a PF, a organização criminosa contava com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa). Eles atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo

A ação foi em parceria com a Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul) e a Receita Federal.

A operação prendeu os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, lotado em Sidrolândia, e Edivaldo Quevedo da Fonseca, lotado na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

O nome Iscariotes remete à ideia de traição e quebra de confiança, em referência à cooptação de agentes públicos para favorecer a atuação da organização criminosa investigada. Iscariotes é sobrenome do apóstolo Judas, que traiu Jesus Cristo.

A defesa de Brendon Alisson Medeiros Tavares informou a reportagem que tomou conhecimento das medidas cumpridas no âmbito da denominada “Operação Iscariotes”, mas que até momento não teve acesso integral aos autos da investigação, razão pela qual não dispõe de elementos suficientes para se manifestar de forma específica sobre os fatos noticiados.

A defesa composta pelos advogados Luciano Albuquerque Silva, Tiago Bunning Mendes e Jeferson Borges dos Santos Júnior, informou ainda que, tão logo tenha acesso aos elementos necessários, adotará as medidas cabíveis e demonstrará a inocência do investigado pelas vias adequadas.

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