PF teve que “resgatar” celular durante busca em quarto de residencial de luxo
Vídeo mostra que policial precisou subir em escada e puxar aparelho de pequeno vão
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A Polícia Federal realizou operação de busca em residência de luxo no Alphaville, em Campo Grande, onde precisou resgatar um celular escondido em vão de iluminação. O imóvel pertence aos comerciantes Clenio Alisson e seu filho Brendon Alisson, alvos da Operação Iscariotes. A operação, realizada em parceria com a Delefaz e Receita Federal, investiga esquema de contrabando de eletrônicos e lavagem de dinheiro. O grupo criminoso contava com apoio de agentes de segurança pública, incluindo os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro e Edivaldo Quevedo da Fonseca, que foram presos.
A PF (Polícia Federal) teve que fazer um pente-fino num quarto de imóvel em residencial de luxo para que celular não ficasse para trás. Vídeo mostra que policial precisou subir na escada e colocar uma ferramenta no estreito vão onde fica a iluminação. De lá, retirou o celular. O episódio foi no Alphaville, em Campo Grande.
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O imóvel é ligado aos comerciantes Clenio Alisson Medeiros Tavares, de 46 anos, e Brendon Alisson Medeiros Tavares, de 26 anos. Pai e filho, eles são proprietários de boxes no Camelódromo, no Centro de Campo Grande, e estão entre os alvos de mandados de prisão na Operação Iscariotes, deflagrada nesta quarta-feira (dia 18) pela PF.
A ação investiga esquema de contrabando de eletrônicos, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e ilícitos relacionados ao SFN (Sistema Financeiro Nacional).
Segundo a PF, a organização criminosa contava com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa). Eles atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo
A ação foi em parceria com a Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul) e a Receita Federal.
A operação prendeu os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, lotado em Sidrolândia, e Edivaldo Quevedo da Fonseca, lotado na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.
O nome Iscariotes remete à ideia de traição e quebra de confiança, em referência à cooptação de agentes públicos para favorecer a atuação da organização criminosa investigada. Iscariotes é sobrenome do apóstolo Judas, que traiu Jesus Cristo.
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