A força que navega o Pantanal: semana celebra mulheres ribeirinhas em Corumbá
Durante 4 dias, moradoras participam de oficinas, palestras, atividades culturais e ações de cuidado pessoal

A força do Pantanal também se revela no cotidiano silencioso das mulheres que vivem às margens do Rio Paraguai. São elas que preservam tradições, transmitem conhecimentos entre gerações, cuidam das famílias e ajudam a manter viva a identidade das comunidades ribeirinhas.
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Em reconhecimento a esse papel, a comunidade de Paraguai Mirim, em Corumbá, será palco, entre os dias 25 e 28 de julho, da Semana da Mulher Ribeirinha 2026, uma mobilização voltada ao fortalecimento da autoestima, da cidadania e da valorização da cultura pantaneira.
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Muito além de uma programação comemorativa, a iniciativa pretende criar um espaço de acolhimento, escuta e troca de experiências para mulheres que vivem em uma das regiões mais isoladas e simbólicas do Pantanal sul-mato-grossense. Durante quatro dias, elas terão acesso a ações de saúde, educação, bem-estar, cultura e espiritualidade, em uma programação construída para fortalecer o protagonismo feminino nas comunidades tradicionais.
O evento reunirá lideranças comunitárias, voluntários e instituições parceiras em atividades que vão desde palestras, rodas de conversa e oficinas até atendimentos voltados ao cuidado pessoal. A proposta é reconhecer a importância das mulheres pantaneiras como guardiãs dos saberes tradicionais e da conservação de um dos ecossistemas mais ricos do planeta.
Entre os momentos mais aguardados está o Dia da Beleza, quando as participantes receberão gratuitamente serviços de maquiagem, cabelo, manicure e consultoria de imagem. A iniciativa será acompanhada por palestras sobre autoestima e valorização da identidade feminina, reforçando que o cuidado com a aparência também pode representar dignidade, autoconfiança e fortalecimento pessoal.
O encerramento da programação será marcado pelo Desfile das Mulheres Ribeirinhas, concebido como uma homenagem à trajetória, à força e à diversidade feminina da comunidade. Mais do que um desfile, o momento pretende celebrar histórias de vida construídas em meio aos desafios impostos pelo isolamento geográfico e pela convivência diária com a natureza pantaneira.
A abertura oficial acontece no sábado (25), com um culto de integração, seguido da palestra "O Papel da Mulher à Luz de Deus", rodas de conversa e oficina de artesanato. No domingo (26), a programação destaca os remédios naturais, os conhecimentos tradicionais do Pantanal e temas relacionados à saúde da mulher. A segunda-feira (27) será dedicada ao bem-estar e aos cuidados pessoais, preparando as participantes para as atividades de encerramento na terça-feira (28).
Segundo os organizadores, investir nas mulheres ribeirinhas significa fortalecer toda a comunidade. Ao ampliar o acesso à informação, incentivar o protagonismo feminino e preservar conhecimentos transmitidos ao longo de gerações, a iniciativa contribui não apenas para o desenvolvimento social das famílias pantaneiras, mas também para a proteção da cultura e da biodiversidade da região.
A Semana da Mulher Ribeirinha é promovida pelo Instituto AGWA, em parceria com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, por meio do Projeto Nova História, e conta com o apoio da AMVCA (OSCIP), Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Corpo de Bombeiros Militar, Receita Federal e dezenas de voluntários e instituições colaboradoras.

