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Advogada de MS integra quadrilha que aplicou golpe em idosa do DF

Sete pessoas foram indiciadas, entre elas um preso recolhido na Penitenciária de Dourados

Por Helio de Freitas, de Dourados | 06/03/2026 15:19
Advogada de MS integra quadrilha que aplicou golpe em idosa do DF
Policiais na Penitenciária Estadual de Dourados, onde ocorreram buscas (Foto: Divulgação)

Uma advogada de Mato Grosso do Sul, que não teve o nome revelado, foi indiciada pela Polícia Civil acusada de integrar a organização criminosa que aplicou estelionato contra uma idosa do Distrito Federal através do golpe conhecido como “falso advogado”.

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Uma advogada de Mato Grosso do Sul foi indiciada por participar de uma organização criminosa que aplicava golpes do "falso advogado" contra idosos. O grupo, que atuava a partir da Penitenciária Estadual de Dourados, enganava as vítimas simulando contatos de advogados responsáveis por processos judiciais. A operação, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, identificou sete envolvidos, incluindo um detento e cinco mulheres que ocultavam o dinheiro obtido. Os suspeitos podem responder por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de até 26 anos de reclusão.

A profissional foi um dos alvos da operação deflagrada nesta semana pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos do DF com apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), da Deforn (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e das delegacias de Caarapó e Juti.

Além da advogada, cuja cidade de atuação não foi informada, também foram alvos um detento recolhido na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e outras cinco mulheres, que participavam do esquema ocultando o dinheiro dos golpes.

De acordo com a polícia, o golpe teve origem no presídio de Dourados. O grupo enganou a idosa com mensagens simulando contato de um advogado responsável por processo judicial. Os suspeitos entravam em contato com vítimas por aplicativos de mensagem.

Usando o nome e a foto de advogados reais para dar aparência de autenticidade, o grupo informava que o processo exigia pagamento imediato para liberação de valores e conclusão do caso. Após a idosa fazer transferências para contas controladas pelos criminosos, o grupo ainda tentou obter um segundo repasse, mas a fraude foi descoberta antes da nova transferência.

Advogada de MS integra quadrilha que aplicou golpe em idosa do DF
Celulares encontrados em cela do preso envolvido nos golpes (Foto: Divulgação)

Todos os envolvidos vão responder por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas máximas que podem alcançar 26 anos de reclusão.

O delegado responsável pelo caso, Eduardo Dal Fabbro, da Polícia Civil do DF, disse que a investigação agora vai se concentrar nos documentos e celulares apreendidos durante as buscas, para identificar mais vítimas. Na cela do preso em Dourados, foram encontrados dois celulares.