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Interior

Alvo da PF, instituto alega que resgatou dinheiro antes de banco quebrar

Regime próprio de previdência municipal de Angélica havia aplicado R$ 2 milhões no Master

Por Aline dos Santos | 27/05/2026 09:38
Alvo da PF, instituto alega que resgatou dinheiro antes de banco quebrar
Instituto de Previdência de Angélica foi alvo de operação da Polícia Federal.

Alvo de operação da PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (dia 27), o IPA (Instituto de Previdência de Angélica) informou que conseguiu resgatar os R$ 2 milhões aplicados no Banco Master antes da liquidação da instituição financeira.

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A Polícia Federal realizou operações em Angélica e Fátima do Sul, no Mato Grosso do Sul, para investigar institutos de previdência municipais que investiram em letras financeiras do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. O IPA afirma ter resgatado R$ 2 milhões antes da liquidação, enquanto o IPREFSUL investiu R$ 7 milhões. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, com celulares e computadores recolhidos.

A reportagem não conseguiu contato com o presidente do IPA. Contudo, a informação de que o dinheiro foi retirado em novembro do ano passado foi divulgada pelo prefeito de Angélica, Edinho Cassuci.

Em entrevista ao Campo Grande News, nesta quarta-feira, o chefe do Poder Executivo destacou que a prefeitura não faz a gestão do instituto. O IPA é uma autarquia, entidade de direito público, com autonomia administrativa e financeira, criada por lei específica para exercer serviços descentralizados.

Durante a manhã, o prefeito não recebeu comunicação de ordem judicial para afastamento de servidor. A reportagem apurou que foram apreendidos celulares e computadores. A PF cumpriu sete mandados de busca em Angélica.

Também alvo da Polícia Federal, o IPREFSUL (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul) investiu R$ 7 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, no ano de 2024. O prefeito Wagner Roberto Ponsiano, o Wagner da Garagem, afirmou à reportagem que o instituto é uma autarquia.  A operação cumpriu uma ordem judicial de busca em Fátima do Sul. Outros dois mandados para apreensão foram em São Paulo (SP).

Conforme a PF, as medidas também incluem a suspensão cautelar do exercício das funções públicas de alguns investigados. O objetivo é reunir elementos de prova para confirmar ou afastar as hipóteses criminais investigadas.

Batizadas de Zehirut e Charitzut, as operações fazem referência, em hebraico, a dois princípios fundamentais na gestão de recursos públicos: prudência e diligência.

Liquidado pelo Banco Central, o Master maquiou rendimentos de aplicações financeiras que foram realizadas por diversos institutos de previdência municipais.

A participação de tantos fundos de previdência na aquisição das chamadas letras financeiras foi uma frente em que o banco apostou após o Banco Central restringir a regulação das captações voltadas a investidores pessoas físicas, por meio dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), até então principal fonte de financiamento do Master.

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