Após 32 anos na Justiça, mediação avança sobre Terra Indígena Jarara
Área Guarani Kaiowá em Juti teve acordo mediado após três décadas de conflitos
Um conflito fundiário envolvendo a Terra Indígena Jarara, localizada em Juti, teve avanço neste sábado (17) após a mediação de um acordo judicial. A informação foi divulgada nas redes sociais pelo secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena.
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Após 32 anos de disputa judicial, a Terra Indígena Jarara, localizada em Juti (MS), alcançou um acordo de mediação neste sábado (17). O anúncio foi feito pelo secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, nas redes sociais. A área de 511,23 hectares, situada às margens do rio Amambaí, abriga 316 moradores da etnia Guarani Kaiowá, segundo o Censo 2022. Os termos do acordo e sua homologação pela Justiça ainda não foram divulgados pelo ministério.
“Resolvemos hoje mais um conflito histórico dos Guarani Kaiowá, mediando um acordo judicial da Terra Indígena Jarara, em Juti”, escreveu o secretário. Segundo ele, o caso estava judicializado desde 1993, o que indica mais de três décadas de disputa.
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Na publicação, Eloy Terena destacou o papel das equipes do ministério e da comunidade indígena no processo. “Quero agradecer as equipes do ministério pelo empenho, a comunidade e suas lideranças pela confiança”, afirmou. Ele também citou o apoio de representantes da Aty Guasu, entre eles Valdelice Veron e Otoniel Ricardo, além do coordenador regional Tonico Benites.
A Terra Indígena Jarara fica a 311 quilômetros de Campo Grande, às margens do Rio Amambaí. A área tem 511,23 hectares e, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), abrigava 316 moradores no Censo de 2022.
Até o momento, o Ministério dos Povos Indígenas não divulgou os termos do acordo nem informou se o entendimento já foi homologado pela Justiça. Também não há detalhes sobre prazos ou efeitos práticos da mediação sobre a situação fundiária da área.
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