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Interior

Capataz é preso por torturar e manter esposa e enteada em cárcere privado

Vítimas relatam enforcamentos com cinto, sacos plásticos na cabeça e ameaças constantes

Por Clara Farias | 02/07/2026 17:32
Capataz é preso por torturar e manter esposa e enteada em cárcere privado
Polícia Civil e Militar em área rural de Bodoquena (Foto: Divulgação)

Capataz de uma fazenda, de 42 anos, foi preso por torturar e manter a esposa, de 39 anos, e a enteada, de 12, em situação de violência e cárcere privado em uma propriedade rural de Bodoquena, a cerca de 270 quilômetros de Campo Grande. A prisão aconteceu nesta quinta-feira (2), durante o cumprimento de um mandado de prisão por condenação pelos crimes de posse e porte irregular de arma de fogo.

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Capataz de 42 anos foi preso em uma fazenda de Bodoquena, a 270 quilômetros de Campo Grande, acusado de torturar e manter a esposa, de 39 anos, e a enteada, de 12, em cárcere privado. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado por porte ilegal de arma. As vítimas relataram agressões físicas e psicológicas, incluindo enforcamento e corte no pescoço da menina com faca. Ambas solicitaram medidas protetivas.

Os policiais localizaram o homem na fazenda onde ele trabalhava. Durante a abordagem, perceberam que a adolescente apresentava uma lesão aparente no pescoço. Ouvidas separadamente, mãe e filha afirmaram que o ferimento foi provocado pelo suspeito com uma faca de serra.

Conforme os relatos, as agressões eram frequentes e incluíam violência física e psicológica. Na segunda-feira (29), o homem teria enforcado as duas com as mãos e, em seguida, passado a lâmina da faca sobre o pescoço da adolescente, causando o ferimento observado pelos policiais.

As vítimas também contaram que, em outras ocasiões, o suspeito pressionou o pescoço delas com um cinto, amarrou as mãos das duas e chegou a colocar um saco plástico na cabeça da menina, sempre acompanhado de ameaças.

Segundo a mulher, o companheiro também a impedia de manter contato com familiares, quebrou o celular dela e o da filha e proibia que visitasse os outros filhos, frutos de um relacionamento anterior. Ela afirmou que dependia financeiramente do suspeito e morava com ele na fazenda, onde exercia apenas atividades domésticas.

Após a prisão, mãe e filha manifestaram interesse em representar criminalmente contra o autor e solicitaram medidas protetivas de urgência. Ambas relataram sentir medo do agressor.

As três pessoas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil. Exames de corpo de delito apontaram lesão leve no pescoço da adolescente. Já a mulher e o suspeito não apresentavam lesões aparentes.