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Interior

Chefe de quadrilha que usa criptomoeda para lavar dinheiro está preso em MS

Mauro Sérgio de Souza Feitosa, conhecido como “Maurinho”, cumpre pena em presídio federal na Capital

Por Helio de Freitas, de Dourados | 25/05/2022 10:50
Marcos Walevein, preso em Dourados em operação da polícia pernambucana. (Foto: Reprodução)
Marcos Walevein, preso em Dourados em operação da polícia pernambucana. (Foto: Reprodução)

A organização criminosa acusada de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro através de criptomoedas, alvo da Operação Intruso, desencadeada nesta quarta-feira (25), é chefiada pelo bandido Mauro Sérgio de Souza Feitosa, conhecido como “Maurinho”, atualmente recolhido da Penitenciária Federal em Campo Grande.

Mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão no âmbito da operação foram cumpridos hoje em Dourados, a 233 km da Capital. O empresário Marcos Walevein, 47, operador no mercado de criptomoedas, foi preso em sua casa no Jardim Aline, região norte da cidade.

Outro mandado de busca e apreensão foi cumprido na Vila São Francisco, na região leste. Joias, computadores, dinheiro, duas pistolas automáticas e até um cofre foram apreendidos. Pelo menos R$ 300 mil em espécie foram apreendidos.

Marcos é praticante de tiro e filiado a um clube do ramo em Dourados. Segundo a polícia douradense, as armas são registradas, mas foram apreendidas por suspeita de terem sido compradas com dinheiro ilícito.

Além dos mandados na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, outros três suspeitos foram presos em Sergipe, no Nordeste brasileiro, por equipes do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) e da Dipol (Divisão de Inteligência) da Polícia Civil.

Segundo a polícia nordestina, desde 2020, pelo menos 20 suspeitos foram presos. “Maurinho”, o chefe da quadrilha, ficou preso na unidade prisional de Abreu e Lima (PE), de onde continuava atuando no tráfico de drogas. Por isso, foi transferido para a Penitenciária Federal de Mato Grosso do Sul.

Trabalho conjunto de policiais de Sergipe e de Pernambuco levou à apreensão de 300 quilos de “skunk”, a chamada “supermaconha”, em 24 de agosto de 2020 em Japaratuba (SE). No litoral nordestino, o quilo de skunk custa pelo menos R$ 15 mil.

Segundo a delegada Mayra Evangelista, a organização criminosa de tráfico de drogas tem ramificação em vários estados. Na manhã de hoje, policiais de vários estados cumpriram mandados contra integrantes da organização acusados de narcotráfico e lavagem de dinheiro.

“A operação resulta não só na apreensão de drogas, identificação de autorias, mas também em prejuízo financeiro aos criminosos, com a apreensão de bens, sequestro de valores e bloqueio de contas”, disse a delegada sergipana.

O trabalho desencadeado nesta quarta-feira encerra série de operações feitas há dois anos pelas polícias de Sergipe e Pernambuco. Não há informações sobre os crimes atribuídos ao empresário douradense.

Xeque-mate – Em setembro de 2020, a organização comandada por Maurinho foi alvo da Operação Xeque-Mate, deflagrada pela Polícia Civil contra alvos em Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, acusados de distribuir skunk no Nordeste do País.

Mauro Sérgio de Souza Feitosa, 37, se intitulava como “rei da maconha skunk” em Sergipe por vender a droga em grande quantidade. No dia 24 daquele mês, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Mato Grosso do Sul.

As investigações apontaram que a sede do grupo estava instalada em Recife (PE), mas a organização tinha ramificações em outros estados. No dia daquela operação, dois integrantes da organização criminosa, identificados como Ladisson Marcel Santos Feitosa, 18, e Márcia Fabiana de Souza Feitosa, 38, foram mortos em confronto com a polícia em Aracaju.

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