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Interior

Com fogo em 7 bairros, moradores atravessaram cidade com baldes para ajudar

Solidariedade marcou momento de pânico e hoje, assistentes sociais visitam casas para oferecer ajuda

Por Caroline Maldonado | 23/08/2021 10:40


Enquanto bombeiros ainda trabalham para conter o fogo que começou há quatro dias na área rural, assistentes sociais percorrem, pelo menos, sete bairros atingidos pelo incêndio no domingo (22), de acordo com a Defesa Civil. O fogo chegou pela área de mata do quartel e foi avançando em terrenos durante a tarde, sendo controlado na madrugada de hoje (23).

Pessoas atravessaram a cidade para ajudar a conter as chamas com baldes nos carros e motos, além das equipes do Exército e Corpo de Bombeiros de Jardim e Campo Grande, conforme as imagens feitas pelo radialista Daniel Lima.

O incêndio atingiu os bairros Centro, Agessul, Nova Bela Vista, Vila do Sapo, Cohab , Itaboraí e Erva Mate.

Alguns moradores viram até faíscas em telhados e afirmam que há casas que foram atingidas, mas ainda não foi registrado caso de residência incendiada, segundo o chefe da Defesa Civil, Adilson Insabralde.

“Os bombeiros ainda estão na Aldeia Pirakua e nas fazendas, mas acreditam que até a noite ou amanhã, o fogo esteja controlado. Nunca houve um incêndio dessa proporção aqui”, contou.

Moradores percorriam a cidade para ajudar em bairros atigidos por incêndio. (Foto: Direto das Ruas)
Moradores percorriam a cidade para ajudar em bairros atigidos por incêndio. (Foto: Direto das Ruas)

Solidariedade - “Foi assustador e, ao mesmo tempo, bonito de ver como as pessoas se ajudavam", nas palavras da caixa de uma lotérica que fica na rua do quartel, Janaina Ferreira, de 28 anos.

“Mesmo quem estava de longe, veio do outro lado da cidade para ajudar, do jeito que estava, de chinelo, bermuda, porque foi desesperador ver o fogo e a fumaça ameaçando as casas e gente passando mal”, lembra.

Hoje, a cidade tem 23 bombeiros e 125 militares do Exército trabalhando no combate ao fogo na zona rural e mais equipes devem chegar, segundo o chefe da Defesa Civil.

Farmacêutico, Matheus Correa, de 26 anos, lembra do desespero de quem tinha casa com fogo chegando perto.

“Tinha brasa voando e caía nos telhados. O pessoal subia para tentar apagar. Várias casas foram atingidas com faíscas e a rede elétrica. Nos grupos, iam pedindo ajuda e as pessoas vinham de longe. Quem chegava no quartel se voluntariando, ganhava uma função”, conta o jovem.



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