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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

29/12/2017 11:00

Com Pavão extraditado, Paraguai teme nova guerra pelo controle do tráfico

Helio de Freitas, de Dourados
Jarvis Gimenes Pavão no momento em que era levado para avião da PF, ontem no Paraguai (Foto: Direto das Ruas)Jarvis Gimenes Pavão no momento em que era levado para avião da PF, ontem no Paraguai (Foto: Direto das Ruas)

A polícia do Paraguai teme uma nova guerra pelo controle do crime organizado na fronteira com Mato Grosso do Sul após a extradição do narcotraficante Jarvis Gimenes Pavão, 49, trancafiado ontem (28) no Presídio Federal de Mossoró (RN).

Nos oito anos de estadia em cadeias paraguaias, Pavão continuou controlando o tráfico de cocaína e manteve grande influência nas cidades irmãs Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (MS). Com ele isolado, policiais paraguaios temem uma nova disputa sangrenta para assumir o cartel de Jarvis Pavão.

Segundo fontes da polícia paraguaia, além do “exército” que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho mantêm na fronteira – estimado em 300 bandidos – existe o grupo do falecido Jorge Rafaat Toumani, que tenta se fortalecer sob o comando do ex-policial militar Adair José Belo, 46, ex-funcionário do capo assassinado no ano passado.

Com Pavão cumprindo 17 anos e 8 meses de reclusão em um presídio federal brasileiro e podendo ser condenado a mais 30 anos no Rio Grande do Sul, uma nova batalha pela fronteira é iminente, afirmam os policiais.

Recentemente, a própria advogada de Pavão, Laura Casuso, disse que ele preso no Paraguai ajudaria a manter a paz, já que exerce grande influência na fronteira.

De acordo com o jornal ABC Color, há dois dias, locais que antes eram frequentados por funcionários de Jarvis Pavão estão vazios em Pedro Juan Caballero, possivelmente temendo ataques dos rivais.

A região de Pedro Juan Caballero e Capitán Bado é estratégia para o crime organizado brasileiro, não só pelas roças de maconha, mas principalmente para controle da rota da cocaína que sai da Bolívia, Colômbia e Peru.

Conforme o ABC Color, após a extradição, a polícia entrou em alerta máximo, temendo confrontos armados nas ruas de Pedro Juan Caballero nos próximos dias.

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