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Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

02/04/2019 10:01

Com prefeito cassado, Câmara Municipal julga mandato de vereador

Já começou a sessão que julga o mandato do vereador Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), acusado de fazer parte do esquema de "mensalinho"

Leonardo Rocha
Câmara Municipal julga mandato do vereador Osvalmir Nunes da Silva (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Ladário)Câmara Municipal julga mandato do vereador Osvalmir Nunes da Silva (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Ladário)

Após cassar ontem (02) o prefeito Carlos Anibal Ruso Pedroso (PSDB), a Câmara Municipal de Ladário julga hoje (02) o mandato do vereador Osvalmir Nunes da Silva (PSDB), por ser um dos investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no esquema de “mensalinho” da cidade.

De acordo com o primeiro-secretário da Câmara, o vereador Jonil Junior Gomes Barcelos (PMN), a sessão que pode cassar o colega  já começou em Ladário e vai seguir todos os trâmites de uma comissão processante, com espaço para defesa.

“A sessão já começou e a defesa do vereador (Osvalmir Nunes) terá duas horas para apresentar suas justificativas. Agora a questão do voto é algo individual e não podemos antever ou antecipar o resultado”, disse o primeiro-secretário, em entrevista ao Campo Grande News.

Jonil também contou que a gestão municipal segue sob o comando de Iranil Soares (PSDB), que era o vice-prefeito da cidade. “Ele já está no cargo (prefeito) há cinco meses, desde que o prefeito foi afastado, então na prática não mudou nada com a cassação do Carlos Ruso”, explicou.

O primeiro-secretário ponderou que os vereadores receberam a informação que o município passa por “dificuldades financeiras”, mas que por enquanto mantém o salário em dia dos servidores, no entanto não tem “reserva” e faltam recursos para investir em áreas importantes, como saúde e infraestrutura.

Cassação – O prefeito Carlos Anibal Ruso Pedroso (PSDB) foi cassado ontem (01) pelos vereadores, por nove dos dez votos. Ele foi preso desde 26 de novembro de 2018, em investigação sobre o pagamento de mensalinho a parlamentares do município em valores que chegavam a R$ 3 mil a cada um dos acusados.

Sete vereadores da Câmara Municipal também foram detidos na ação do Gaeco. Por esta razão o legislativo municipal também abriu processo contra os parlamentares acusados de envolvimento no esquema, que segundo o Ministério Público, foi pago por um ano pelo prefeito.

Ainda vão passar pelo processo de cassação Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN), e pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB).

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