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Interior

Construção de presídios gera "climão" entre prefeita e secretário de MS

Por Priscilla Peres e Helio de Freitas, de Dourados | 20/01/2017 13:27
Prefeita e secretário "trocaram farpas" nesta manhã. (Foto: Helio de Freitas)
Prefeita e secretário "trocaram farpas" nesta manhã. (Foto: Helio de Freitas)

O anúncio da construção de novos presídios em Dourados - distante 233 km de Campo Grande na semana passada, causou desconforto entre a prefeita Délia Razuk (PR) e o secretário estadual de Segurança, José Carlos Barbosa. Hoje o assunto "pesou o clima" do evento de entrega de viaturas dos Bombeiros no município.

A possibilidade das novas unidades foi anunciada pelo secretário na semana passada, mas em seguida Délia se manifestou contra, dizendo que a cidade já tem dois presídios e precisa de investimento em outras áreas.

Hoje o assunto voltou à pauta. "Também queria mais escola e menos presídio, mas vai fazer o que com os presos? Infelizmente, enquanto a gente tiver essa realidade vamos precisar de presídios", rebateu ele às críticas.

Ele disse que "é evidente que ninguém quer presídio em sua cidade", mas que é preciso cuidar da segurança e destinar os presos. "Se Dourados não quiser o presídio, vamos construir em Campo Grande, mas vai servir para desafogar os presídios da Capital e não o de Dourados que é o mais populoso de MS".

Délia rebateu o secretário, dizendo que o município, que é o segundo maior do Estado, precisa de educação, "porque educação é prevenção ao crime". Ela afirma que o Estado é responsável por dar a garantia de que os internos terão condições de retornar à sociedade.

Para o secretário é "impossível falar e ressocialização e educação do preso" nas atuais condições, onde existem 2.500 homens onde há espaço para 700, se referente a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

"Não somos contra a construção de um presidio, mas queremos debater isso em uma audiência pública em nossa cidade . Saber qual vai ser o papel desse presídio", disse ao afirmar que a unidade local está super lotada porque tem muito preso de outros estados.

Barbosinha afirmou que "o que alimenta o crime organizado são as armas e drogas que entram pela fronteira" e que só no ano passado, as forças estaduais apreenderam 284 mil quilos de drogas. "Crime tem se tornado mais sedutor que o menino ou a menina se tornar um professor"

Para ele existe uma inércia do governo federal. "A crise dos presídios é o retrato da morte anunciada. O governo investe pouco no sistema carcerário e estourou agora, no colo das autoridades e polícias estaduais".

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