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Campo Grande, Domingo, 25 de Junho de 2017

04/09/2012 16:45

Coxim e Sonora registram só 11% de umidade e população sofre com clima seco

Mariana Lopes
Na Capital, uma forte névoa paira no ar durante as tardes e prejudica a visibilidade, irrita os olhos, seca a pele e dificulta a respiração. (Foto: Simão Nogueira)Na Capital, uma forte névoa paira no ar durante as tardes e prejudica a visibilidade, irrita os olhos, seca a pele e dificulta a respiração. (Foto: Simão Nogueira)

Com a umidade relativa do ar em 11%, Coxim registra a média mais baixa de Mato Grosso do Sul, junto com Sonora, que também está no mesmo patamar. Mas a situação pode piorar ainda mais, de acordo com meteorologista Natálio Abrão, da estação Uniderp/Anhanguera.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Osiel Ortiz Elias, alerta que Coxim e Sonora entraram em estado de emergência. Neste caso, a orientação é de as escolas mantenham os alunos longe da exposição ao sol e em ambientes ventilados e umidificados, além de liberá-los de minuto em minuto para beber água.

Em caso extremo, se a umidade do ar permanecer abaixo dos 12%, que é quando entra em estado de emergência, o indicado é que suspendam as aulas.

Nas creches, por exemplo, embora as crianças sofram mais, a sensação de secura não poupa os adultos também. “A boca fica seca o tempo inteiro, os lábios rachados, muita tosse, nariz seco”, reclama a diretora do Centro Educacional Ildon Torquato Ribeiro, Claudete Gomes Cavalcante Mota.

Ela conta que na creche, em Coxim, cidade distante 260 quilômetros de Campo Grande, a orientação repassada pela Secretaria Municipal de Educação foi de dar muita água para as crianças.

A creche atende meninos e meninas de 0 a 6 anos. “As que mais sofrem são as crianças do berçário, é nítido que elas estão com a respiração mais ofegante”, diz Claudete.

Em Campo Grande a umidade chegou a 13% no domingo. Ontem subiu um pouco e foi para 15%. Nesta terça-feira (4), a meteorologia aponta 21%. Na Capital, segundo Natalio Abrão, uma forte névoa paira no ar durante as tardes e prejudica a visibilidade, irrita os olhos, seca a pele e dificulta a respiração.

A aproximação de uma frente fria no início da próxima semana traz a possibilidade de chuva. Com isso, as temperaturas devem baixar e a umidade do ar subir. Na Capital, não chove há 57 dias.

Em Corumbá e Ladário a última vez que choveu foi no dia 21 de junho, há 65 dias, quando teve 15,8mm de água. Em Coxim, Sonora, Pedro Gomes, Rio Verde e Alcinópolis não chove há 64 dias.

Níveis - Pelos padrões da Organização Mundial da Saúde o registro de baixa umidade do ar entre 12% a 20% é considerado de alerta e, inferior a 12%, alerta máximo.

A recomendação de especialistas no período de estiagem é que a população beba bastante água para evitar problemas de desidratação. Além disso, evitar a prática de atividades físicas entre às 10h e às 16h.

Em casa, a dica é umedecer o ambiente com umidificadores de ar, utilizar toalhas molhadas nos cômodos e recipientes com água.

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Além da baixa umidade os moradores tem que suportar a fuligem que a Usina Sonora lança ao todos os dias no ar, devido as queimadas nas plantações da cana e também da chaminé da industria é um absurdo e insuportável...
 
Joao Sonora em 05/09/2012 09:06:40
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