Internado há dias, mecânico aguarda cirurgia e família teme perda de movimentos
Irmã enuncia demora no atendimento e ausência de avaliação especializada na Santa Casa

Internado desde a última segunda-feira (26), um homem de 30 anos, mecânico, aguarda atendimento cirúrgico na Santa Casa de Campo Grande após sofrer um acidente de trabalho que resultou em um corte profundo na mão esquerda, com suspeita de atingimento de tendão. Pelo canal Direto das Ruas, a família denuncia demora no atendimento médico e teme risco de perda de movimentos.
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Mecânico de 30 anos aguarda cirurgia na Santa Casa de Campo Grande após sofrer corte profundo na mão esquerda durante acidente de trabalho. Internado desde segunda-feira (26), o paciente apresenta suspeita de lesão no tendão, mas segue sem avaliação especializada. A família denuncia a demora no atendimento e teme possíveis sequelas que possam comprometer os movimentos da mão. O homem, pai de uma bebê de um mês, depende da atividade manual para trabalhar. A Santa Casa ainda não se manifestou sobre o caso.
Segundo a irmã do paciente, de 28 anos, o acidente ocorreu enquanto ele carregava uma peça no serviço junto com um colega. O objeto teria sido solto e provocado o ferimento. Ele foi socorrido inicialmente no CRS (Centro Regional de Saúde Tiradentes) e, em seguida, encaminhado para a Santa Casa.
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Desde a internação, de acordo com o relato, o paciente segue apenas medicado, sem avaliação direta de um médico especialista no quarto. “O corte atingiu o tendão e existe risco de ele perder o movimento da mão. O tempo é decisivo nesses casos, mas até agora nada foi feito”, afirmou a irmã.
Ainda conforme o relato, o ferimento segue apresentando sangramento constante e sinais de agravamento. A família afirma que, diariamente, recebe a informação de que um médico irá avaliar o caso, o que não teria ocorrido até este domingo (1º).
“No começo ele ficou no corredor, depois foi levado para um quarto. Mas não há previsão de cirurgia. Eles colocam e tiram da dieta o tempo todo, sem explicação clara. Tudo fica indefinido”, disse.
A situação preocupa ainda mais a família porque o paciente tem uma bebê de apenas um mês de vida em casa e depende da atividade manual para trabalhar. “Uma sequela agora pode comprometer o sustento da família e a qualidade de vida dele”, completou a irmã.
Diante da demora, a família informou que já registrou reclamação junto ao Serviço de Atendimento ao Cliente da instituição, mas até o momento não houve retorno ou mudança no quadro de atendimento.
A reportagem solicitou posicionamento da Santa Casa de Campo Grande sobre o atendimento prestado ao paciente, o tempo de espera e a previsão de procedimento cirúrgico. Até a publicação deste material, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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