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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

19/01/2016 13:51

Deputado vem a MS para dialogar sobre disputa entre índios e fazendeiros

Renata Volpe Haddad e Caroline Maldonado
Paulo Pimenta esteve em Antônio João pedindo diálogo para o fim dos confrontos. (Foto: Eliel Oliveira/ Arquivo)Paulo Pimenta esteve em Antônio João pedindo diálogo para o fim dos confrontos. (Foto: Eliel Oliveira/ Arquivo)

O deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS), presidente da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) da Câmara Federal, chega nesta quarta-feira (20) em Campo Grande e segue para Dourados, para manter diálogo entre indígenas e fazendeiros na região de Juti, distante 320 km de Campo Grande.

Conforme a assessoria do deputado, chegou a informação de que no último final de semana, a tensão entre indígenas e proprietários rurais aumentou na fazenda Brasília do Sul, área que já foi palco de tragédia, com a morte do líder inígena Marcos Veron em 2003 no local.

Ainda segundo a assessoria, o deputado não quer que tenha violação de direito contra os indígenas, já que chegou queixas de ataques de pistoleiros e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) contra os índios.

Paulo Pimenta esteve em setembro do ano passado na região do Naderu Marangantu em Antônio João, distante 279 km de Campo Grande.

De acordo com o coronel do DOF, Ari Carlos Barbosa, o departamento esteve na fazenda Brasília do Sul apenas para preservar vidas e dar tranquilidade para fazendeiros e indígenas, já que um provoca o outro. "A Polícia Federal foi acionada por fazendeiros. O DOF nem teve contato com os índios e minha orientação aos policiais é que se houver confronto não é de ficar no meio da briga. Os policiais do DOF ficaram ali dando apoio para não haver confronto e acalmar as famílias que estão no local e com medo de ser vítima dos índios", informou.

O Campo Grande News tentou entrar em contato nesta terça-feira (20) com índios que estão no local mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. Anteriormente eles reclamaram de ataque de pistoleiros e investidas do DOF contra as famílias indígenas.

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