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Interior

Ex-prefeito e ex-gestores da Saúde são multados por ignorarem decisões do TCE

Tribunal de Contas cita descontrole financeiro de cerca de R$ 80 milhões na cidade

Por Maria Gabriela Arcanjo | 21/01/2026 16:44
Ex-prefeito e ex-gestores da Saúde são multados por ignorarem decisões do TCE
(Fonto: Divulgação/ Prefeitura de Dourados)

O descumprimento de decisões anteriores levou  o ex-prefeito de Dourados, Alan Guedes (PP), ex-secretário de Saúde e ex-gestor da Fundação de Serviços de Saúde do município a sofrerem punições aplicadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul). O órgão concluiu que determinações já expedidas por erros em documentação sobre gasto de dinheiro público não foram cumpridas e classificou a conduta como desrespeito à autoridade da Corte.

Por unanimidade, os conselheiros reconheceram que a gestão municipal não comprovou o atendimento às medidas exigidas em acórdão anterior, mesmo após notificações e prazos concedidos. Para o tribunal, houve inércia injustificada por parte dos responsáveis, o que caracteriza falha grave na condução administrativa.

RESUMO

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A Prefeitura de Dourados e a Fundação de Serviços de Saúde foram multadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul por descumprirem determinações anteriores relacionadas à documentação de gastos públicos. A decisão unânime dos conselheiros impôs multa de 1.000 Uferms ao prefeito, secretário de Saúde e diretor da fundação. O caso envolve um descontrole financeiro estimado em R$ 80 milhões na fundação de saúde. O TCE-MS considerou que a inércia dos gestores compromete o controle externo em área essencial e determinou que a decisão seja anexada a outros processos relacionados.

A decisão impôs multa de 1.000 Uferms, ou R$ 52 mil, aplicada de forma solidária ao então prefeito, Alan Guedes, a Waldno Pereira de Lucena Junior (Secretário Municipal de Saúde à época) e a Jairo José de Lima (Diretor- Presidente da Funsaud à época). Na prática, isso significa que todos respondem conjuntamente pela penalidade, em razão da responsabilidade tanto pela supervisão quanto pela execução dos atos.

No voto, o tribunal destacou que o caso não se resume a atraso ou falha burocrática. O acórdão menciona um descontrole financeiro estimado em cerca de R$ 80 milhões, valor associado à situação da fundação de saúde e citado como elemento que agrava o descumprimento das decisões.

Ao justificar a multa elevada, os conselheiros afirmaram que a conduta compromete o exercício do controle externo, especialmente em uma área considerada essencial, como a saúde pública. O entendimento foi de que ignorar determinações do tribunal enfraquece a fiscalização e afeta diretamente a gestão de recursos públicos.

Além da penalidade, o TCE determinou que a decisão seja anexada a outros processos relacionados, para subsidiar análises em andamento e eventual adoção de novas medidas.

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