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Interior

Marcado julgamento de casal que matou servidora “por jura de amor”

Assassinada em julho de 2019, Nathália foi atraída até a pousada, dopada e golpeda com uma barra de ferro

Por Geisy Garnes | 18/06/2021 11:19
Os dois estão presos em Campo Grande e vão a júri popular em Porto Murtinho (Foto: reprodução/Facebook)
Os dois estão presos em Campo Grande e vão a júri popular em Porto Murtinho (Foto: reprodução/Facebook)

O julgamento de José Romero e Regiane Marcondes Machado pelo assassinato da servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista, de 27 anos, já tem data para acontecer. No dia 13 de agosto deste ano o casal será ouvido pelos jurados do Tribunal do Júri de Porto Murtinho – cidade a 431 quilômetros de Campo Grande.

Assassinada pelo casal em julho de 2019, Nathália foi atraída até a pousada que José administrava, dopada e golpeada por ele com uma barra de ferro na cabeça como “prova de amor” a Regiane. Depois teve o corpo carbonizado e os restos mortais jogados no Rio Paraguai.

Na tentativa de apagar os vestígios do assassinato, José Romero ainda lavou o local onde matou a mulher, passou uma substância corrosiva no piso, pintou as paredes e mandou cimentar o lugar em que o corpo foi queimado.

Em março deste ano, o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou o júri popular pelo crime de homicídio doloso por motivo torpe, meio cruel, emboscada e feminicídio. Com a decisão, a juíza Jeane De Souza Barboza Ximenes Escobar designou a data do julgamento para 13 de agosto.

Por conta da pandemia pela Covid-19, ela também determinou “medidas especiais” para o júri acontecer. Na decisão, que foi publicada no Diário de Justiça de Mato Grosso do Sul desta sexta-feira (18), a juíza lembrou que Porto Murtinho já teve dois “lockdown” e atualmente está classificada na bandeira cinza, risco extremo de contagio.

Diante da situação, no dia do julgamento será liberada a participação presencial de apenas seis pessoas de cada família, com comprovação do grau de parentesco. Já os jurados ficarão a 2 metros de distância um do outro e seguirão todas as regras de segurança previstas no plano de biossegurança do município.

Na decisão a juíza também avaliou a manutenção da prisão preventiva dos dois suspeitos e manteve os dois na cadeia, até o julgamento. O casal está preso desde 2019.

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