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Interior

"Legítima defesa": pai que matou genro por agredir sua filha é absolvido

Adriano de Souza Silva foi assassinado com 7 tiros em julho de 2020 e o autor foi preso

Por Ana Paula Chuva | 02/04/2026 06:41
"Legítima defesa": pai que matou genro por agredir sua filha é absolvido
Corpo da vítima no local onde foi morto em julho de 2020 (Foto: Arquivo)

Réu por matar o genro com sete tiros, Valdecir Oliveira dos Santos acabou sendo absolvido durante o julgamento pelo Conselho de Sentença que reconheceu a tese de legítima defesa. O crime aconteceu em 18 de julho de 2020, em Três Lagoas, cidade a 327 quilômetros de Campo Grande, após Adriano de Souza Silva agredir sua companheira, filha do autor.

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Valdecir Oliveira dos Santos, réu por matar o genro com sete tiros em Três Lagoas (MS), foi absolvido pelo Conselho de Sentença, que reconheceu legítima defesa. O crime ocorreu em julho de 2020, após Adriano de Souza Silva agredir sua companheira, filha de Valdecir. O corréu Antônio Telis da Silva também foi absolvido por falta de provas. O promotor pediu absolvição durante o julgamento.

Valdecir sentou no banco dos réus no dia 31 de março junto com Antônio Telis da Silva, também denunciado pelo homicídio. Segundo o MPMS (MInistério Público de Mato Grosso do Sul), o crime teve origem em uma sequência de agressões durante uma confraternização familiar.

Adriano mantinha relacionamento com a filha de Valdecir havia cerca de cinco anos, e o casal tinha dois filhos. Na noite dos fatos, após um desentendimento, o homem teria desferido um soco no rosto da companheira diante de familiares e deixado o local. A situação foi comunicada ao pai da mulher, Valdecir, que decidiu ir atrás do genro.

Pai e filha saíram em um veículo e encontraram Adriano nas proximidades do posto. Ao perceber a aproximação, ele tentou fugir e atravessou a rodovia, parando em uma lanchonete, onde houve nova discussão.

Segundo o Ministério Público, mesmo com a tentativa de testemunhas de conter a briga, Adriano voltou a agredir a companheira arremessando uma mesa plástica, que atingiu a cabeça da mulher. Diante disso, Valdecir teria sacado uma faca e perseguido o genro, que conseguiu fugir naquele momento.

Na sequência, o acusado foi até o carro da vítima, retirou a chave da ignição e encontrou uma arma de fogo sob o banco. Ainda conforme a denúncia, pai e filha tentaram acionar a polícia, mas não conseguiram contato imediato.

Depois disso, Valdecir deixou a filha em casa e saiu novamente. Ele foi até a residência de Antônio Telis da Silva, que passou a dirigir o veículo. Os dois retornaram ao pátio do posto, onde Adriano estava. Conforme a acusação, a vítima foi surpreendida e atingida por disparos de arma de fogo efetuados por Valdecir.

O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado, apontando motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Apesar disso, houve mudança no entendimento durante a sessão de julgamento e o promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite representou pela absolvição.

Para Valdecir, o Conselho de Sentença reconheceu a legítima defesa por conta das agressões que a vítima cometeu contra a companheira e, no caso de Antônio, os jurados aceitaram a tese de falta de provas da participação dele no crime. A sentença é assinada pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos.

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.

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