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Mãe e filho pegam 34 anos por matar parente com machado

Condenação saiu nesta quarta (27) em júri popular realizado no Fórum de Aquidauana

Por Gustavo Bonotto | 27/05/2026 17:54
Mãe e filho pegam 34 anos por matar parente com machado
Marineide e Odailson, escoltados no Tribunal do Júri. (Foto: A Princesinha News)

A Justiça condenou nesta quarta-feira (27) Marineide Santana e o filho dela, Odaison Santana Rui Dias, pelo assassinato de Jonilson Pereira Gomes, de 33 anos, morto com golpes de machado e facadas durante uma confraternização familiar na Vila Pinheiro, em Aquidauana, cidade a 141 quilômetros de Campo Grande. O júri popular ocorreu no Fórum do município e fixou pena de 16 anos de prisão para a mulher e 18 anos para o rapaz.

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Marineide Santana e seu filho Odaison foram condenados pelo assassinato de Jonilson Pereira Gomes, 33 anos, morto a machadadas e facadas durante uma confraternização familiar em Aquidauana. O júri popular fixou pena de 16 anos para a mãe e 18 anos para o filho. O crime ocorreu em janeiro, após uma discussão por motivo fútil. Os dois tentavam fugir para Sidrolândia quando foram presos.

O crime aconteceu em 18 de janeiro deste ano, na Rua Ovídio Costa. Segundo as investigações, familiares consumiam bebidas alcoólicas quando uma discussão começou por motivo considerado fútil.

Depoimentos apresentados durante o julgamento apontaram que brincadeiras entre os envolvidos terminaram em agressão. Conforme a acusação, Odaison atingiu o tio com um golpe de machado na cabeça.

No tribunal, o réu afirmou que acertou apenas o cabo da ferramenta. A perícia, porém, concluiu que o golpe atingiu a região da têmpora e a parte superior da cabeça da vítima.

Testemunhas também disseram que Jonilson não estava armado no momento da briga. A versão contradiz o relato do sobrinho, que alegou que o tio carregava um canivete durante a discussão.

Ainda de acordo com os relatos, Jonilson caiu no chão depois da agressão e não conseguiu mais se levantar. A investigação concluiu que Marineide esfaqueou o irmão enquanto ele estava ferido.

Peritos informaram que a dinâmica do crime não correspondeu às versões apresentadas pelos acusados. Exames feitos em uma faca entregue às autoridades descartaram compatibilidade entre o objeto e os ferimentos encontrados no corpo da vítima.

Segundo a perícia, a arma usada no ataque tinha lâmina maior e atingiu profundamente o tórax de Jonilson. O laudo apontou que ele morreu por hemorragia causada pelos golpes de machado e pelas facadas.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital de Aquidauana, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a investigação, a polícia descobriu que mãe e filho planejavam deixar a cidade depois do crime. Informações levantadas pela SIG (Seção de Investigações Gerais) indicaram que os dois pretendiam seguir para Sidrolândia.

Quebras de sigilo autorizadas pela Justiça revelaram mensagens trocadas entre Odaison e Marineide sobre a tentativa de conseguir uma motocicleta para a fuga. Os dois acabaram localizados e presos antes de deixar Aquidauana.

A investigação também apontou que Odaison tinha registros anteriores de ocorrências envolvendo violência e ataques com faca.