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Megaoperação instala equipamento de 300 toneladas na fábrica da Arauco

A operação para erguer o balão de vapor a quase 100 metros de altura mobilizou centenas de trabalhadores

Por Judson Marinho | 26/05/2026 14:16
Megaoperação instala equipamento de 300 toneladas na fábrica da Arauco
Balão de vapor da caldeira de recuperação sendo içado a quase 100 metros de altura (Foto: Divulgação / Arauco)

A construção da futura fábrica de celulose da Arauco, em Inocência, registrou nesta terça-feira (26) uma das etapas mais complexas do Projeto Sucuriú.

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A Arauco realizou uma complexa operação de engenharia no Projeto Sucuriú, em Inocência, ao içar um balão de vapor de 300 toneladas a 100 metros de altura. O equipamento é essencial para a maior caldeira de recuperação do mundo, que produzirá energia renovável para a fábrica e o Sistema Nacional. Com investimento de 4,6 bilhões de dólares e capacidade para 3,5 milhões de toneladas de celulose anuais, a unidade deve iniciar as operações no final de 2027, impulsionada por alta tecnologia.

Em uma megaoperação de engenharia, o balão de vapor da caldeira de recuperação, que pesa mais de 300 toneladas, foi içado a quase 100 metros de altura e instalado no topo da maior caldeira de recuperação do mundo em uma fábrica de celulose.

O balão de vapor, com peso equivalente a cerca de 200 carros ou duas Estátuas da Liberdade, é considerado peça central do processo industrial. Conhecido como o “coração” da fábrica, ele é responsável pela separação entre água e vapor gerado na caldeira, etapa fundamental para a produção de energia.

Segundo o diretor de Engenharia e Implantação do Projeto Sucuriú, Claudinei Santos, a estrutura terá capacidade para operar com mais de 2.400 toneladas de vapor por hora. Após passar pelos superaquecedores, o vapor seco seguirá para as turbinas, onde calor e pressão serão convertidos em energia elétrica renovável.

A expectativa é de uma geração superior a 400 MW de energia, sendo metade destinada ao consumo da própria fábrica e o restante encaminhado ao Sistema Nacional.

A operação mobilizou centenas de trabalhadores, equipes especializadas e dois guindastes com capacidade para levantar até 750 toneladas.

O processo exigiu meses de planejamento, estudos técnicos e protocolos rigorosos de segurança, envolvendo cálculos sobre peso, centro de gravidade, estabilidade, velocidade de içamento, clima e condições do solo.

Para o presidente da Arauco Brasil, Carlos Altimiras, o momento representa um marco do empreendimento. “Não se trata apenas da instalação de um equipamento de grande porte, mas de uma etapa que conecta planejamento, engenharia, segurança e execução”, afirmou.

A fornecedora da caldeira, a Valmet, também destacou a dimensão da operação. O vice-presidente executivo da companhia na América Latina, Celso Tacla, classificou a entrega da maior caldeira de recuperação do mundo como um desafio de alta tecnologia, exigindo integração entre engenharia, fabricação, logística e montagem.

Já o diretor de Celulose, Energia e Circularidade da Valmet na América Latina, Fernando Scucuglia, ressaltou o trabalho das equipes de gerenciamento e execução, apontando o içamento como uma atividade de elevada complexidade e precisão.

Megaoperação instala equipamento de 300 toneladas na fábrica da Arauco
Equipes especializadas utilizaram dois guindastes para levantar equipamento com mais de 300 toneladas (Foto: Divulgação / Arauco)

A operação contou ainda com participação da Enesa Engenharia, responsável por parte das estruturas metálicas que sustentam o equipamento. O diretor-executivo da empresa, Hélio Nodari, destacou o trabalho conjunto entre as companhias para o cumprimento do cronograma do projeto.

O balão de vapor é um vaso único com 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura e 3,81 metros de altura, ultrapassando 300 toneladas.

Fabricado na China, o equipamento chegou ao Projeto Sucuriú em 7 de março, após uma viagem logística de aproximadamente 45 dias entre os dois países. Depois disso, percorreu por transporte terrestre o trajeto entre o Porto de Santos (SP) e Inocência (MS), em um deslocamento que durou 48 dias.

Operação em 2027 - O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil, com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. A planta terá capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta.

Instalada em uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, ao lado do Rio Sucuriú, a unidade tem previsão de entrar em operação no fim de 2027.