Na Expoagro, Riedel diz que agro sustenta crescimento de Mato Grosso do Sul
Evento em Dourados reuniu lideranças políticas, empresários e representantes do setor produtivo

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou neste sábado (9), durante a 60ª edição da Expoagro, em Dourados, que o Estado vive um ciclo de crescimento puxado pelo agronegócio, mas reconheceu que o produtor rural enfrenta um momento difícil por causa do aumento dos custos, problemas climáticos recentes e gargalos logísticos.
RESUMO
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O governador Eduardo Riedel participou da 60ª Expoagro em Dourados e destacou o crescimento de Mato Grosso do Sul puxado pelo agronegócio, com PIB variando entre 4% e 7% ao ano. Ele reconheceu dificuldades dos produtores com custos, clima e logística, e citou investimentos em mais de dois mil quilômetros de rodovias, além de hidrovias e ferrovias. A feira espera receber 150 mil visitantes e movimentar R$ 500 milhões até 17 de maio.
Antes de participar de agendas no auditório da feira, Riedel esteve reunido no Sindicato Rural de Dourados com representantes do comércio, do setor de avicultura e também com o promotor de Justiça Ricardo Rotunno para discutir ações do MP Social. O governador estava acompanhado da senadora Tereza Cristina (PP) e do senador Nelsinho Trad (PSD).
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Realizada no Parque de Exposições João Humberto de Andrade Carvalho, a Expoagro reúne produtores, empresas e instituições ligadas ao agronegócio até o dia 17 de maio. A expectativa da organização é receber mais de 150 mil visitantes e movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios durante os dez dias de programação.
Ao comentar o cenário econômico do Estado, Riedel disse que o governo tenta ampliar a competitividade do agro em várias frentes. “O Mato Grosso do Sul tem uma base produtiva diversificada e isso é um dos responsáveis pela trajetória de crescimento do Estado. Nos últimos cinco ou seis anos, a industrialização dessa base produtiva mudou a inclinação da curva de crescimento”, afirmou.
Segundo o governador, o crescimento anual do PIB sul-mato-grossense tem variado entre 4% e 7%, muitas vezes acima da média nacional. “Isso nasce no produtor rural, no agro e em toda essa cadeia produtiva”, declarou.
Durante a feira, o governo também discutiu temas considerados estratégicos para o setor produtivo, como energia, infraestrutura, logística, tributação e meio ambiente. “A Expoagro reúne todos esses atores em um ambiente de promoção e discussão”, disse Riedel. “O governo tem sido extremamente sensível para colaborar com um ambiente cada vez maior de confiança para novos investimentos.”

Questionado sobre o impacto do diesel caro e das condições das rodovias no escoamento da safra, o governador afirmou que o Estado reduziu parte do imposto sobre o combustível, apesar do impacto na arrecadação. “Isso custa caro ao Estado, mas entendemos que o momento é de emergência”, afirmou, ao citar também os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os custos do setor.
Riedel reconheceu que os últimos anos foram difíceis para parte dos produtores rurais. “O momento não é bom. Mato Grosso do Sul vem de três ou quatro safras com problemas pontuais que afetaram a competitividade do produtor. Mas isso é cíclico. Precisamos olhar a atividade no longo prazo.”
Na área de infraestrutura, o governador afirmou que o Estado vive um dos maiores ciclos de investimento em logística da história recente. Segundo ele, há mais de mil quilômetros de pavimentação em andamento e outros mil quilômetros em reestruturação com apoio financeiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco Mundial.
O governador também citou investimentos em hidrovias e ferrovias. Entre os projetos mencionados estão a Hidrovia do Paraguai, a Malha Oeste e a Short Line ligada ao projeto da Arauco, que deve conectar a produção do Vale da Celulose à malha ferroviária paulista. “Não é rodovia ou ferrovia. São os dois. Se mantivermos esse ritmo de crescimento, em dez anos o sistema atual satura”, afirmou ao defender a ampliação dos modais logísticos.
Ao final, Riedel exaltou a capacidade de resistência do produtor rural diante das crises. “Mesmo nos momentos difíceis, o produtor tem uma resiliência incrível. A agricultura brasileira cresceu nessa base da resiliência e do profissionalismo do produtor.”
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