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Morto quando tomava sorvete, homem tinha sido preso por pistolagem em 2015

Nilton Cesar Ajala de Lima foi executado com dois tiros de pistola hoje em Ponta Porã

Por Helio de Freitas, de Dourados | 13/07/2020 16:49
Nilton Cezar no dia em que foi preso e flagrante por assassinato, em outubro de 2010 (Foto: Arquivo)
Nilton Cezar no dia em que foi preso e flagrante por assassinato, em outubro de 2010 (Foto: Arquivo)

Executado a tiros nesta segunda-feira em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, Nilton Cesar Ajala de Lima, que faria 46 anos na quinta-feira (16), era acusado de crime de pistolagem na fronteira.

No dia 23 de outubro de 2015, ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar acusado de matar no meio da rua o vendedor Waldemar Chucarro do Amaral, 33 anos. Acusado de vários crimes, Waldemar teria testemunhado a execução da própria irmã, outro crime atribuído a Nilton Ajala de Lima.

Denunciado por crime de pistolagem, Nilton passou pouco tempo na cadeia e respondia ao processo em liberdade. No ano passado caso foi enviado ao Tribunal do Júri, mas a defesa recorreu contra a sentença de pronúncia. Ele negava ser o autor do assassinato de Waldemar, mesmo tendo sido preso com arma usada no crime.

De acordo com a Polícia Civil, na tarde de hoje, Nilton tomava sorvete com amigo em sorveteria localizada na Rua João Pessoa, na Vila Áurea, quando o pistoleiro chegou a pé armado com uma pistola 9 milímetros.

O matador disparou dois tiros em Nilton. Uma das balas atingiu o homem no pescoço. Ele correu para os fundos da sorveteria, onde caiu e morreu em seguida.

O pistoleiro chegou a apontar a arma para o amigo de Nilton e puxou o gatilho, mas a pistola travou. Depois saiu andando normalmente e entrou em um carro que o esperava na equina.

Policiais em frente à sorveteria onde homem foi executado, hoje, em Ponta Porã (Foto: Direto das Ruas)
Policiais em frente à sorveteria onde homem foi executado, hoje, em Ponta Porã (Foto: Direto das Ruas)