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Interior

PMs são presos sob suspeita de sociedade com tráfico e agiotagem

Investigação apurou que militares desviavam drogas apreendidas para que fossem negociadas pelos sócios

Por Silvia Frias | 28/05/2026 09:27
PMs são presos sob suspeita de sociedade com tráfico e agiotagem
Armamento e dinheiro apreendidos durante operação (Fotos: Gaeco/MPMS)

Policiais militares da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar de Ribas do Rio Pardo foram presos em operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que investiga a participação deles na facilitação do narcotráfico e agiotagem em Ribas do Rio Pardo, a 98 quilômetros de Campo Grande.

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Quatro policiais militares da 13ª Companhia Independente de Ribas do Rio Pardo foram presos pelo Gaeco por facilitação do narcotráfico. A investigação, de 14 meses, revelou que os PMs desviavam drogas de apreensões, protegiam traficantes e praticavam agiotagem e cobrança de dívidas com ameaças. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, com apoio da Corregedoria da PM.

Na operação foram cumpridos 4 mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) não divulgou se todos os presos são militares lotados na 13ª Companhia.

A investigação apurou que os PMs investigados forneciam a droga, desviada de apreensões realizadas em flagrante, permitiam a comercialização e até usavam a violência contra inimigos dos traficantes parceiros. Muitas informações eram repassadas pelos “sócios”.

A Operação Janues foi iniciada nos primeiros meses de 2025. Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o trabalho investigativo durou 14 meses, demonstrando que os agentes públicos protegiam os criminosos.

PMs são presos sob suspeita de sociedade com tráfico e agiotagem
Armas, reais e dólares apreendidos durante operação (Foto: Gaeco/PMMS)

Também restou apurado que alguns dos policiais militares investigados atuavam na prática ilícita da agiotagem e na cobrança de dívidas entre terceiros, quando eram contratados para empregar ameaças contra os devedores, valendo-se, evidentemente, da condição de servidores da segurança pública.

O nome da operação faz referência ao deus romano de duas faces, Janus, e simboliza a inversão de papéis verificada na investigação, em que policiais ostentam a importante representação estatal pela frente, mas agem de forma criminosa nos bastidores.

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