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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

29/10/2018 10:17

Polícia Federal visita acampamento indígena para investigar ataque

Delegado afirma que aguarda informações da Funai sobre crime que teria ocorrido na madrugada de domingo para prosseguir com as investigações

Izabela Sanchez
Ferimento no rosto de um dos indígenas (Direto das Ruas)Ferimento no rosto de um dos indígenas (Direto das Ruas)

A Polícia Federal em Dourados, a 233 km de Campo Grande, visitou o acampamento onde indígenas denunciaram ataques de seguranças, na madrugada de domingo (28). Na primeira visita, a equipe diz não ter encontrado provas do ataque, diz o delegado Denis Colares, responsável pelo caso. No entanto, ele diz esperar um relatório da Funai (Fundação Nacional do Índio) para abrir inquérito.

“A Polícia foi lá, mas não viu nada, a gente pediu pra Funai mandar ofício, para ser instaurado o inquérito. Não posso instaurar se não tem elementos, fomos ontem pela manhã, na mesma hora que a Funai nos comunicou. Não viram nada, nenhum indício”, comentou.

A reportagem recebeu fotos que mostram perfurações de bala de borracha e indígenas sangrando, mas o delegado afirma que os policiais não viram os ferimentos, por que as vítimas não estavam lá no momento da averiguação. “Isso, quando o pessoal chegou lá, não presenciou, não podemos atuar pelo que não vimos”, comentou.

Ataques - Durante o ataque da madrugada, seis pessoas teriam sido feridas a tiros de bala de borracha e de munição verdadeira. A informação é de moradores da aldeia Bororó, que declaram que o ataque partiu de seguranças contratados por proprietários das terras nos arredores da reserva.

O ataque denunciado seria o segundo em 20 dias. O acampamento integra uma série de ocupações de propriedades adjacentes às reservas indígenas, em Dourados, reivindicados como terra tradicional à espera de demarcação. São dezenas de sítios que ficam ao norte do município. A Funai afirma que parte das terras da reserva criada em 1917 foi expropriada por fazendeiros. Cinco sítios estão ocupados desde março de 2016.

 

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