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Interior

Preso por morte de esposa grávida nega crime, diz advogado

Defesa de Fernando Chucarro Dias, 35 anos, afirma que ele homem se apresentou espontaneamente na delegacia

Por Ana Paula Chuva | 03/03/2024 17:00
Gisely foi espancada e morreu após 10 dias internada (Foto: Reprodução | Redes Sociais)
Gisely foi espancada e morreu após 10 dias internada (Foto: Reprodução | Redes Sociais)

A defesa de Fernando Chucarro Dias, 35 anos, afirma que o homem foi alvo de mandado de busca e apreensão e em depoimento nega qualquer envolvimento na morte da esposa Gisely Duarte Galeano, 35 anos, no dia 28 de fevereiro em hospital de Dourados, cidade a 251 quilômetros de Campo Grande.

Em nota, o advogado Welerson Cezar de Oliveira afirma que durante a busca na casa de Fernando não foi encontrada nenhuma prova que “desabonasse sua conduta” e ao mesmo tempo que os policiais vistoriavam a casa, ele se apresentou na delegacia de Bela Vista.

“Ele se apresentou de forma espontânea com a defesa e lá foi cumprido o mandado de prisão preventiva. No entanto, ele nega veementemente rodas as acusações e nós vamos apresentar provas para sustentar a defesa”, pontuou o documento,

Ao Campo Grande News, Welerson afirma que não teve acesso a todos os procedimentos judiciais e policiais e quando conseguir todas as informações se manifestará sobre um possível pedido de liberdade para o homem.

O caso - Em boletim de ocorrência registrado na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Ponta Porã, onde a vítima morava, a irmã dela apontou Fernando como autor das agressões que provocaram o aborto e a morte de Gisely.

Segundo a comunicante, Gisely e Fernando moravam no Jardim Primor, em Ponta Porã. No dia 3 deste mês, ela teria sido agredida pelo marido e impedida por ele de acionar a Polícia Militar e de registrar ocorrência na Polícia Civil.

Como a vítima havia prometido denunciá-lo, Fernando foi embora para Bela Vista, onde moram seus familiares. No dia 5, Gisely conseguiu registrar a ocorrência, mas, segundo a polícia, não quis pedir medidas protetivas. A mulher já suspeitava que estava grávida, mas ainda não havia feito exame.

Ainda segundo a irmã, no dia 18, Fernando manteve contato com Gisely e ela viajou até Bela Vista para se encontrar com o marido. Conforme a denúncia, Gisely sofreu série de agressões assim que chegou a Bela Vista. No mesmo dia, retornou para Ponta Porã machucada, foi para a casa e não contou nada para ninguém.

No dia seguinte, a irmã foi de novo ao local e dessa vez conseguiu entrar. Gisely estava deitada no sofá reclamando de fortes dores abdominais. Com a ajuda do pai, a irmã a levou ao Hospital Cassems, onde foram contatados o aborto e derrame encefálico.

Devido à gravidade do caso, Gisely Galeano foi transferida imediatamente para o Hospital Cassems em Dourados. Ontem, ela morreu em decorrência das agressões. Fernando foi preso na manhã deste domingo (3), em Bela Vista.

Fernando foi preso neste domingo ao se apresentar na delegacia (Foto: Reprodução | Redes Sociais)
Fernando foi preso neste domingo ao se apresentar na delegacia (Foto: Reprodução | Redes Sociais)

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