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Interior

Servidora foi dopada antes de ser morta com golpes de ferro na cabeça

José Romero e Regiane Marcondes são acusados dos crimes de destruição do cadáver e o homicídio qualificado da servidora municipal

Por Adriano Fernandes | 04/11/2019 22:00
Servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista. (Foto: Reprodução/Facebook)
Servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista. (Foto: Reprodução/Facebook)

A servidora pública Nathália Alves Corrêa Baptista, de 27 anos, teria sido dopada antes de ser assassinada com golpes de barra de ferro na cabeça, por José Romero e Regiane Marcondes Machado em Porto Murtinho – a 431 mil de Campo Grande. A constatação é do Ministério Público de Mato Grosso do Sul que ofereceu a denúncia do crime à justiça.

José Romero e Regiane Marcondes são acusados dos crimes de destruição do cadáver e o homicídio qualificado da vítima. Conforme a denúncia, na noite do crime em 15 de julho deste ano, José Romero e Regiane atraíram Nathália até a pousada administrada por Rogério e em seguida a doparam. 

Desacordada, a vítima foi golpeada com uma barra de ferro na cabeça pelo homem, como “prova de amor” a Regiane. Nathália e o acusado também teriam um relacionamento. Em seguida o casal queimou o corpo da servidora, o colchão onde ocorreu o crime e os pertences da vítima e jogou os restos mortais no Rio Paraguai.

Na tentativa de apagar os vestígios do assassinato, José Romero ainda teria lavado o local onde matou a mulher e passado uma substância corrosiva no piso, além de ter pintado as paredes e mandado cimentar o lugar em que o corpo da vítima foi queimado.

Com base nas apurações, o Ministério Público Estadual denunciou os suspeitos pela prática dos crimes de homicídio qualificado, que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão e multa, e de destruição de cadáver, com pena de 1 a 3 anos de prisão e multa.

Crime brutal

Nathália foi vista pela última vez em 15 de julho, ao deixar a casa de uma amiga. Em 19 de agosto, Romero foi preso ao se apresentar à DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), tornando-se suspeito diante do fato de ter sido a última pessoa a falar com a servidora por telefone.

Em 23 de agosto, Regiane foi presa e confessou parte do crime –negando o assassinato, mas admitindo ajudar no transporte e destruição do corpo– e deu detalhes sobre o sumiço do cadáver, que teria sido incinerado por horas.

Testemunhas haviam informado que Regiane teria flagrado Romero com Nathália e enviado a esta mensagens mandando que se afastassem. Em seus depoimentos, o homem negou o crime, atribuindo-o à amante.

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