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Interior

Suspeito de matar padrasto e enteada estava entre alvos do Comando Vermelho

Policiais localizaram Joabi Gonçalves Andrade da Silva em uma propriedade rural com outros dois foragidos

Por Bruna Marques | 05/08/2026 07:46
Suspeito de matar padrasto e enteada estava entre alvos do Comando Vermelho
Na publicação, Joabi aparece como um dos "decretados" pelo Comando Vermelho em Cassilândia (Foto: Divulgação)

Joabi Gonçalves Andrade da Silva, de 26 anos, conhecido como “Sucuri” e apontado pela polícia como autor dos disparos que mataram Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a enteada dele, de 3 anos e 8 meses, aparecia em uma imagem que circulava nas redes sociais como integrante de uma lista de “decretados” pelo CV (Comando Vermelho) em Cassilândia, a 419 quilômetros de Campo Grande.

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Joabi Gonçalves Andrade da Silva, de 26 anos, o "Sucuri", apontado como autor dos disparos que mataram um homem e uma criança de 3 anos em Cassilândia, foi morto durante operação policial na zona rural do município. Pedro Henrique Silva Barbosa, de 40 anos, também morreu na ação. Um terceiro suspeito foi preso. Na propriedade, foram apreendidos quatro revólveres, uma espingarda, maconha e uma balança.

A expressão “decretado” é usada no meio criminoso para indicar uma pessoa marcada para morrer por determinação de uma facção. A imagem associa o nome de Joabi à cidade de Cassilândia, mas não há informação oficial sobre a autoria da publicação ou sobre as circunstâncias em que ela foi produzida.

Policiais receberam informações de que “Sucuri” estava escondido em uma propriedade na zona rural do município, acompanhado de outros dois homens procurados pela Justiça. A ação ocorreu por volta de 0h30 desta quarta-feira.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, Joabi e Pedro Henrique Silva Barbosa, de 40 anos, conhecido como “Pedrinho”, morreram durante a intervenção policial. Pedro estava evadido do sistema prisional. O terceiro homem, Kewerson Borges Viana, de 23 anos, foi preso.

Na propriedade, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, um revólver calibre .32, um revólver calibre .22, uma espingarda calibre .22, três tabletes de maconha e uma balança de precisão.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de tráfico de drogas, desobediência, resistência, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública, homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente do Estado e participação em organização criminosa.

Joabi era investigado como responsável pelos tiros disparados contra o Fiat Uno em que Márcio estava com a família, na noite de sábado. O veículo foi atacado quando entrava na garagem de uma residência, na Vila Pernambuco. Márcio e a enteada morreram no local. Outra criança ficou ferida por estilhaços e foi socorrida.

A investigação também apura a motivação do ataque, a participação de outras pessoas e uma possível relação do crime com a disputa entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho.

Na segunda-feira, policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) prenderam um homem suspeito de pilotar a motocicleta utilizada para levar Joabi até o local do crime e auxiliar na fuga após os disparos. Durante o interrogatório, ele confessou que conduziu a moto antes e depois do ataque, reforçando as investigações sobre a participação de outros envolvidos na execução.

Suspeito de matar padrasto e enteada estava entre alvos do Comando Vermelho
Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, foi morto a tiros, quando chegava em casa com a família, em Cassilândia (Foto: Direto das Ruas)

Histórico policial dos dois mortos - Joabi Gonçalves Andrade da Silva, o “Sucuri”, acumulava registros policiais desde 2018. As ocorrências incluíam tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, ameaça, lesão corporal, violência doméstica, adulteração de sinal identificador de veículo, tentativa de homicídio, homicídio qualificado e favorecimento a organização criminosa. Ao todo, havia três registros por tráfico de drogas, três por dano em contexto de violência doméstica, dois por porte ilegal de arma e dois por ameaça, além de outras ocorrências.

Pedro Henrique Silva Barbosa, o “Pedrinho”, tinha registros policiais desde 2007. O histórico reunia ocorrências por furto, furto qualificado, tráfico de drogas, porte de drogas para consumo pessoal, lesão corporal, dano, vias de fato, sequestro e cárcere privado, desobediência a decisão judicial e direção sem habilitação com risco de dano. Ele também aparecia em registros operacionais de abordagens, escoltas de presos, averiguações e apoios ao Poder Judiciário. Os registros policiais não significam, por si só, condenações judiciais.

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