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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019

09/06/2019 16:31

Testemunha diz que, antes de atirar, suspeito fez criança ajoelhar e rezar

Criança morreu com tiro na barriga. Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, 23 anos, foi preso em flagrante por homicídio

Viviane Oliveira
Ivan foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo e homicídio doloso, quando há intenção de matar (Foto: divulgação/Polícia Militar) Ivan foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo e homicídio doloso, quando há intenção de matar (Foto: divulgação/Polícia Militar)

Enquanto era socorrido, Luis Otávio Santana de Lima, 11 anos, ferido com um tiro na barriga à queima roupa, contou que antes de atirar o suspeito o mandou ajoelhar e rezar. O fato foi confirmado pelo irmão da vítima de 13 anos que presenciou a cena. A criança não resistiu e morreu antes de dar entrada no Hospital Elmíria Silvério Barbosa.

O caso aconteceu no fim da tarde de ontem (8), na Fazenda Furnas, na área rural de Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande. O suspeito pelo crime, Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, 23 anos, casado com uma prima da vítima, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ao ser preso pela Polícia Militar, o rapaz alegou que o disparo foi acidental, chorou bastante e disse que não havia feito nada.

Conforme o auto de prisão em flagrante, familiares da vítima relataram que o suspeito saiu para pescar jacaré numa mata na região do Cerro Corá levando Luis e o irmão dele. Após o disparo, Ivan tentou fugir em meio à vegetação, mas foi contido pelos moradores do entorno. Um revólver calibre 22 com quatro munições, sendo uma deflagrada, foi apreendido. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil do município.

Segundo relatos do irmão do menino à polícia, no retorno da pesca, o autor pediu para Luis ajoelhar e rezar o pai nosso. Ordem acatada pela criança. Depois disso, Ivan chamou os irmãos de vagabundo, foi quando Luis soltou a mão do autor. Nesse momento, Ivan teria puxado o gatilho e atirado. Após os disparos, o rapaz não falou nada e começou a chorar. A testemunha correu para chamar a mãe. Na delegacia, Ivan alegou que o disparo foi acidental, que o tiro era para acertar o jacaré. Ivan é casado com uma adolescente de 16 anos e já respondeu a processo por violência doméstica. 

A dona de casa Maria Aparecida Santana Flores, 48 anos, mãe de sete filhos contando com a vítima, disse que só deixou os filhes irem caçar com o autor, porque não sabia que ele estava armado.

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