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Interior

"Vírus só tem no Brasil?", questiona morador ao ver fronteira lotada

Com bares fechados em MS, moradores atravessam fronteira para aglomerar no Paraguai

Por Adriano Fernandes e Helio de Freitas | 21/03/2021 14:59


Com o fechamento do comércio em Ponta Porã, bares e restaurantes na cidade vizinha, Pedro Juan Caballero, no Paraguai ficaram lotados na noite deste sábado (20). Apenas uma avenida, a Marechal Floriano, separa as duas cidades o que facilita o “vai e vem” de sul-mato-grossenses para a região e, consequentemente aumenta o risco de transmissão entre moradores dos dois países. No Paraguai, o toque de recolher é das 00h até às 5h.

Vídeo a que a reportagem teve acesso mostra os principais estabelecimentos da Avenida Mariscal Estigarribia, repletos de clientes. Pelo menos três bares aparecem lotados com mesas espalhadas na calçada.

Ninguém respeitava o distanciamento recomendado ou sequer usava máscaras de proteção, medidas sistematicamente recomendadas pelas autoridades em saúde e governos, para prevenir o contágio pelo novo coronavírus.

O movimento era tão intenso que até mesmo o trânsito fluía lentamente por conta do grande fluxo de veículos. “Será que o vírus só tem no Brasil e no Paraguai, não?”, questiona o autor da filmagem, não identificado.

O vídeo foi gravado por volta das 20h10 e continua no lado brasileiro da fronteira. “Entramos no Brasil, olha que tristeza. Como é que essas pessoas vão sobreviver”, comenta uma mulher ao mostrar as ruas de Ponta Porã completamente desertas.

Bares e lanchonetes aparecem fechados, revelando um panorama completamente diferente do que é visto no lado paraguaio da fronteira. “Os governantes tem que rever a situação de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Olha aqui que tristeza, não tem ninguém, tudo fechado”, conclui.

Pandemia - Desde o início da pandemia, Ponta Porã registrou 105 óbitos por covid-19 e 4.978 pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus na cidade. Ao todo 3.826 pessoas já perderam a vida para a doença no Estado. Pelo segundo dia consecutivo, mais de mil pessoas estão internadas por conta da doença em MS.

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