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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/11/2009 17:24

Jornalista que matou garoto já está no Instituto Penal

Redação

Já em uma cela do Instituto Penal de Campo Grande, o jornalista Agnaldo Gonçalves se apega a versão de legítima defesa para atenuar provável condenação pelo assassinato do garoto Rogério Mendonça, de 2 anos.

O advogado que representa Agnaldo, Valdir Custódio, diz que agora o mais difícil é conseguir testemunhas que aceitem falar sobre o que viram na manhã do dia 18 de novembro, na avenida Mato Grosso. "Todo mundo está com medo, porque viu a agressividade do rapaz que dirigia a caminhonete", justifica acusando o tio do menino, Aldemir Pedra, de ter provocado a briga.

Custódio lembra que o local onde o crime ocorreu é bastante movimentado e garante que já conversou com pessoas que apresentam uma versão diferente da propagada pela família do menino.

O advogado diz que o jornalista apenas se defendeu de agressões e ameaças do tio de Rogerinho, que dirigia a L-200 onde o menino estava com a irmã de 5 anos e o avô, que também foi baleado.

"De uma reação, cuja multiplicidade de causas não foi ainda exposta. Definitivamente o Jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves não é um desequilibrado, que diante de motivo de somenos relevo, sai pela rua atirando a esmo. Definitivamente não o é", garante a defesa.

O perfil do autor, apresentado pelos advogados, é de um pai de família, casado há 32 anos, e com 2 filhos, que em "60 anos de vida, jamais se envolveu em qualquer incidente desta natureza ou protagonizou qualquer ato de violência."

Na versão de Agnaldo, foi Aldemir quem levou o caso ao desfecho trágico. A defesa sustenta que no cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Mato Grosso (cerca de 600 metros de onde ocorreram os disparos) o tio do menino parou em meio a pista de rolamento, impedindo o fluxo de veículos, demonstrando que iria fazer uma conversão em local proibido.

Neste momento, Agnaldo teria passado pelo veículo e sinalizado que a conversão não era permitida naquele local.

Já bem perto da esquina com a Calógeras, o autor diz que foi alcançado pela caminhonete, "sendo que seu condutor, extremamente exaltado, pedia para que Agnaldo encostasse seu veículo", relata a defesa.

Os dois pararam os veículos, perto do Hotel Gaspar e ambos desceram." Alegando que havia sido xingado, Aldemir iniciou uma série de agressões contra Agnaldo, enquanto o Jornalista tentava explicar que não o havia ofendido, apenas havia sinalizado para que seguisse adiante, pois, iria fazer uma conversão em via proibida", continua a nota da defesa.

O advogado garante que o rapaz bateu em Agnaldo por três vezes e afirmou, "em alto e bom som, que iria matá-lo".

A defesa diz que a todo momento o avô do menino, o pecuarista João Afonso Pedra, que também havia descido da caminhonete, "tentava conter Aldemir".

Segundo Valdir Custódio, a briga chegou ao ponto que chegou porque "Aldemir afirmou que pegaria uma arma na caminhonete e mataria Agnaldo, tentou por duas vezes se dirigir até a caminhonete e, em ambas as oportunidades, foi impedido por João Afonso Pedra. Na segunda tentativa de Aldemir ir até o veículo para se armar o Jornalista Agnaldo conseguiu entrar em seu carro e fugir do local", detalha a defesa com base no depoimento do jornalista.

Na versão de Agnaldo, ele ainda tentou sair do local, quando foi alcançado por Aldemir em sua caminhonete e foi fechado. "Temendo que fosse concretizada a promessa de morte, Agnaldo pegou a arma que trazia e deu cinco disparos contra a caminhonete, mas tentando atingir Aldemir", afirma Valdir Custódio.

Segundo o advogado, o aparelho celular de Agnaldo foi entregue à Polícia para que fosse comprovada ligação ao 190, antes dos disparos e durante o bate-boca, na intenção de pedir socorro diante das ameaças..

"Ele jamais tencionou atingir o menino Rogério Mendonça. Não sabia que além do agressor e do avô haviam outras pessoas ocupando a caminhonete. Não é verdade que foi avisado da presença de crianças no veículo, até porque, antes dos disparos o jornalista não havia esboçado qualquer reação ou qualquer ato de revide", completa o advogado.

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