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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/08/2013 08:26

Juiz mantém livre pescador que matou dois campo-grandenses em Miranda

Graziela Rezende

José Aparecido dos Santos, o Cidinho, 50 anos, confessou ter matado dois campo-grandenses em um pesqueiro no sábado (24), após uma briga pelo “ponto de pesca”, em Miranda. No entanto, apesar do duplo assassinato, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva e o o autor confesso dos crimes foi solto após prestar depoimento. 

“José permanece solto porque o juiz não acatou o pedido de prisão preventiva, já que o autor alegou que saiu em defesa do irmão. Agora vamos aguardar os laudos periciais, concluir o inquérito policial e novamente representar pela prisão preventiva do suspeito, principalmente, porque este caso se trata de uma execução e não legítima defesa”, afirma o delegado Luís Ojeda, responsável pelas investigações.

Para apurar a tragédia, o delegado e investigadores foram ao município de Miranda, a 201 quilômetros da Capital. Eles realizaram buscas e fizeram reprodução simulada no local, inclusive recolhendo cápsulas e um projétil.

Já na delegacia, na manhã de ontem (26), o pescador José confessou o crime. Segundo Ojeda, ele se apresentou espontaneamente com o advogado, além de entregar o revólver de calibre 38 utilizado no crime.

Se condenado, conforme a Polícia, as penas poderão resultar em mais de 20 anos de reclusão. “Ele foi indiciado pelo duplo homicídio, além da dupla tentativa de homicídio e estamos apurando o agravante do motivo torpe ou fútil neste crime, além da possível participação do irmão dele na briga”, avalia o delegado.

Briga fatal - Os moradores da Capital Wesley Duarte, 29 anos, e Márcio Leon, 34 anos, se desentenderam com o pescador embaixo da ponte do Rio Miranda. Wesley foi atingido com um soco, assim que não aceitou sair da propriedade monitorada pelo irmão de José, conhecido como “Preto”.

Este último fugiu e foi perseguido até um local que fica a um quilômetro da ponte. Ele foi cercado por quatro pessoas, incluindo um adolescente de 17 anos. “Preto” foi agredido com chutes e socos até que o seu irmão efetuou disparos. Márcio morreu na hora e Wesley faleceu a caminho da ambulância. As outras vítimas foram socorridas, sendo que um deles permanece internado em Campo Grande.

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Ja que a justiça não prende eu faria a mesma coisa com o assassino e o irmão envolvido na briga, ja que o mesmo não pensou nas consequência e nem nos familiares dos mortos.
 
Cesar de Moraes Santos em 01/09/2013 18:05:33
A beira do rio não é propriedade particular, é terra pública.
 
Allan Silva em 27/08/2013 22:39:02
É óbvio que a atitude parece ter sido extremada, mas os caras invadiram uma área particular, se recusaram a deixá-la quando solicitado pelo responsável do local e ainda o agrediram, estavam ou não pedindo por esse desfecho?
 
Mathias Hanns em 27/08/2013 14:05:30
É de se indignar com essa situação,onde nossas leis estão defazadas onde os cidadão de bem morre e tudo fica por isso mesmo.Na verdade preso estão os meninos que faleceram.
 
ANA MARIA ASSIS BARBOZA em 27/08/2013 13:10:20
Se não tiver sido mesmo em legítima defesa que se prenda o homicida confesso.
 
Adriano Magalhães em 27/08/2013 12:57:37
No minimo era porte ilegal de arma, ou o Cidinho tem porte e registro da arma, ai,ai,ai em Sr.
 
Roberto Cesar Portilho em 27/08/2013 11:08:46
Infelizmente em nosso Pais é assim mesmo quem é réu primário e tem residência fixa tem direito de matar qualquer pessoa, basta fugir do flagrante e se apresentar com um advogado que irá alegar "Em legítima defesa", e responderá em liberdade. esse é o nosso "Código Penal" (Obsoleto). Enquanto Famílias choram por seus filhos assassinados brutalmente por motivos fúteis. Realmente erá necessário matar???
 
Ulisses Troche Nicolau em 27/08/2013 10:17:00
Meu Deus onde vamos parar com essa justiça. Negar a prisão de um assassino desse
que executou duas pessoas e quase matou uma terceira. Gente a justiça, todos sabemos que cega, mas não pode ser ingênua.
 
Edemir Rodrigues em 27/08/2013 09:24:07
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