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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

19/10/2015 16:04

MPE diz que vereador e 5 médicos receberam R$ 1 mi sem trabalhar

Edivaldo Bitencourt e Thiago de Souza
Paulo Siufi só ia a posto de saúde uma vez por semana e recebeu pelos cinco dias, diz MPE (Foto: Arquivo)Paulo Siufi só ia a posto de saúde uma vez por semana e recebeu pelos cinco dias, diz MPE (Foto: Arquivo)

O MPE (Ministério Público Estadual) ingressou com ações por improbidade administrativa na Justiça contra seis médicos, incluindo-se o vereador Paulo Siufi Neto (PMDB). Eles foram acusados de receber salários sem prestar serviços na rede pública de saúde de Campo Grande. Conforme os promotores, o prejuízo aos cofres públicos fica em torno de R$ 1 milhão.

Foram denunciados os médicos Paulo Siufi, Corina Galhardo Martinho, Edileuza de Andrade Lopes Dias, Gerson Gattas Orro de Campos, Maria Eugênia Faria Tavares e Valdemário Júnior. As denúncias foram feitas pelos promotores de Justiça do Patrimônio Público, Fernando Martins Zaupa, Thalys Franklins de Souza e Thiago di Giulio Freire.

Conforme o MPE, as investigações comprovaram que houve dano ao erário a partir do momento em que o dinheiro público poderia ser empregado em outros meios da saúde e enriquecimento ilícito, porque houve pagamento de horas não trabalhadas.

De acordo com a investigação, só Paulo Siufi recebeu R$ 447,4 mil, considerando-se valores corrigidos, para trabalhar 6.360 horas na Unidade Básica de Saúde Manoel Cordeiro, no Distrito de Aguão. Entretanto, só trabalhou 1.152 horas (18,12% do total). O vereador, que é médico pediatra, só comparecia uma vez por semana no posto de saúde.

Na denúncia encaminhada à Justiça, os três promotores destacam que cada consulta de Siufi custou R$ 361,50 aos cofres públicos, valor muito superior ao pago pela rede privada.

O MPE pediu o ressarcimento integral do dano, a perda dos bens ou valores acrescidos ao patrimônio, a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição de pagar com o serviço público.

O médico Valdmário Rodrigues Júnior recebeu por 6.120 horas, mas só trabalhou 1.192 horas, de acordo com a denúncia do MPE. No entanto, neste caso, os promotores não estimaram o valor pago irregularmente pelo município. Também não foi divulgado os valores pagos indevidamente aos médicos Corina, Edileuza, Gerson e Maria Eugênia.

Outro lado - O médico cardiologista Gerson Gattas Orro de Campos disse desconhecer a denúncia, mas acredita que a questão tenha conotação política. "É uma coisa chata, você que cumpre seu horário certo, passar por isso. Há algum tempo teve colega médico que tinha vínculo político na Prefeitura, e fazia atendimento três vezes por semana em uma zona rural, mas não posso garantir se eles cumpriam o horário", declarou Campos. 

Gattas trabalha no CEM (Centro de Especialidades Médicas), às segundas e quartas-feiras, com carga horária de seis horas por dia. 

O Campo Grande News entrou em contato com todos os médicos investigados, porém muitos não atenderam as ligações e outros não deram o retorno, conforme prometido. 



Quem conhece o trabalho do Dr Paulo Siufi e ele pessoalmente sabe da competência e responsabilidade dele como médico. Jamais faltou um atendimento. E a população da região do Aguão só tem coisas boas para falar do Dr.
 
Daniel em 20/10/2015 08:55:56
Se alguém da sua família foi atendida deve ter sido no único dia que ele atendia, e mais o MP um órgão sério e além de devolver o impostos pagos por nos trabalhadores tem que ser julgado na justiça comum pq se for provado só devolução é pouca pra ladrão do suor de nossos impostos , MP se provar cadeia nesses vermes , política Hj não escapa um só interesse em si próprio e povo que se exploda, lugar de ladrão é na cadeia.
 
JEFF em 20/10/2015 08:39:08
Isso chega a ser perseguição e não passa de mais uma ação movida por questões politicas. Tenho na família parentes que foram atendidos pela Dra Maria Eugênia e Dr Paulo Siufi. Sei da capacidade e acredito na integridade deles.
 
Bruna em 20/10/2015 00:08:25
Só pode ser pessoal, MP não pode ser de uso político, e sim da sociedade. Acredito da integridade moral do Dr. Paulo Siufi e dos outros citados e que tudo não passe de jogo de interesses.
 
Guto em 19/10/2015 17:36:11
A lista de ações criminosas é enorme. Aceitar essas ações ou enxergá-las como naturalidade é conivência, e preciso que o judiciário mostre sua imparcialidade e condene esses corvos oportunistas que se acham acima de tudo e de todos. Essa é a grande verdade.
 
Samuka em 19/10/2015 17:27:44
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