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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

08/03/2010 08:30

Na véspera do Dia da Mulher, 10 são vítimas de violência

Redação

Neste domingo, véspera do Dia Internacional da Mulher, foram registrados 10 boletins de ocorrência de violência doméstica que têm mulheres como vítimas, todos em cidades do interior do Estado.

Os casos foram em Bela Vista, Corumbá, Sidrolândia, em Paranaíba, Sete Quedas, Água Clara, Bandeirantes e Itaporã.

Os relatos apontam que as agressões vão desde chutes e pontapés até pauladas. Em um dos casos, o autor agrediu a esposa e a filha dela, uma criança de 8 anos, que estava com vários hematomas no corpo.

Em Água Clara, uma mulher chegou a passar a noite de sábado para domingo em um matagal, com os filhos pequenos, com medo de voltar para casa e ser agredida. Ainda assim, quando chegou em casa, foi recebida a socos e pontapés pelo marido, que havia passado a noite bebendo.

A delegada titular da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), de Campo Grande, Lúcia Falcão, afirma que somente neste início de ano o número de registros de violência contra a mulher aumentou em 179 casos, comparado ao mesmo período do ano passado.

Na avaliação dela, porém, não são os casos que estão aumentando e sim a coragem das mulheres em acionar a polícia. "A rede tem feito trabalho de divulgação justamente para que as mulheres rompam o silencio e é isso que temos observado", afirma.

No ano passado o número de BOs registrados e recebidos na Capital totalizaram 5.605, que significam 19% a mais que em 2008, quando foram 4.674 . Já no primeiro bimestre deste ano são 984 boletins contra 805 no mesmo período do ano passado, salto de 22%.

Lúcia Falcão afirma que o conhecimento das medidas de proteção está encorajando as mulheres a denunciar o parceiro agressivo. "Com a legislação antiga, muitas vezes ela denunciava e depois se via obrigada pelo parceiro a pagar cestas básicas (punição direcionada ao homem)", conta.

Há mais de três anos vigora a Lei Maria da Penha (11.340/2006), que considera a violência doméstica e familiar contra a mulher uma violação aos direitos humanos. A Lei prevê, além de medidas punitivas aos agressores, proteção à integridade física e assistência jurídica, social e psicológica à vítima.

"A Lei veio com intuito de proteger e está protegendo. Mas não basta apenas a Lei. Os órgãos que compõem a rede como delegacia da mulher, coordenadorias estadual e municipal, a promotoria e varas de violência doméstica devem estar fortalecidos para o enfrentamento da violência.

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