PL deve assumir protagonismo e três partidos podem desaparecer na Assembleia
Ninho tucano é legenda com maior perda, apenas dois parlamentares podem permanecer no PSDB

A abertura da janela partidária nesta quinta-feira (5), período em que deputados estaduais podem trocar de partido sem risco de perda de mandato, deve mudar o protagonismo na Assembleia Legislativa. Com metade dos parlamentares prontos para trocar de partido, o PL (Partido Liberal) deve assumir o lugar antes ocupado pelo PSDB, e três partidos podem desaparecer da Casa de Leis até o dia 3 de abril.
RESUMO
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A abertura da janela partidária na Assembleia Legislativa deve promover mudanças significativas no cenário político de Mato Grosso do Sul. O PL (Partido Liberal) deve se tornar protagonista, assumindo o lugar antes ocupado pelo PSDB, com possibilidade de ampliar sua bancada de três para sete parlamentares. O período de trocas partidárias, que vai até 3 de abril, pode resultar no desaparecimento de três partidos na Casa: Podemos, PSD e PSB. O PSDB, que atualmente conta com seis deputados, pode ter sua bancada reduzida pela metade, enquanto o PP (Partido Progressista) tem perspectiva de dobrar sua representação.
Dos seis deputados tucanos, apenas dois podem permanecer no PSDB. Os deputados Paulo Corrêa (PSDB) e Mara Caseiro (PSDB) já estão com as malas prontas para o PL. A saída dos deputados Jamilson Name e Zé Teixeira é certa desde o ano passado, quando a crise tucana chegou a Mato Grosso do Sul. Os dois também migrariam para partido liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). Agora, Name deve se filiar ao PP (Partido Progressista). Já o deputado Zé Teixeira aponta que ainda não tem definição entre PP e PL, mas busca uma opção de direita sem radicalismo.
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Os deputados Pedro Caravina (PSDB) e Lia Nogueira (PSDB) são os únicos que consideram permanecer no ninho tucano, porém, isso depende do lugar que o partido ocupará na aliança formada pelo governador Eduardo Riedel (PP), da força da bancada federal e de uma chapa competitiva para o Legislativo estadual.
O PL ainda deve receber a filiação do deputado estadual Márcio Fernandes (MDB), que anunciou que deixará o MDB. O deputado estadual Lucas de Lima (sem partido) deve voltar ao PL na janela. O parlamentar chegou a se filiar à legenda no ano passado; porém, com a disputa do PDT pela cadeira, se desfiliou. A única perda do PL deve ser do deputado João Henrique Catan, que, para disputar o governo do Estado, deve se filiar ao Novo.
Com apenas um representante, três partidos devem desaparecer da Assembleia. O Podemos perderá seu representante com a mudança do deputado Rinaldo Modesto para o União Brasil. O PSD e o PSB também ficarão de fora da Casa de Leis. A saída do deputado estadual Paulo Duarte do PSB é certa, já que o partido não terá chapa para o Legislativo estadual. Duarte deve se filiar ao PSDB, mas a mudança também depende da formação da chapa tucana. Pedro Pedrossian Neto também deve deixar o PSD. O parlamentar tem convite para o Republicanos e o PSDB.
Já o deputado estadual Lidio Lipes (sem partido) pode se filiar ao PP, de sua esposa e prefeita Adriane Lopes (PP), ao Avante ou ao Republicanos.
Não haverá mudanças na bancada do PT, que continua com os três deputados Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane. Os deputados Antonio Vaz e Roberto Hashioka permanecerão no Republicanos e União Brasil, respectivamente.
Também continuam na mesma legenda os deputados Carlos Alberto David dos Santos, o Coronel David, e Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, ambos no PL. Assim como o presidente da Casa de Leis, deputado Gerson Claro, e Londres Machado, que permanecem no PP. Já a bancada do MDB seguirá com os deputados Junior Mochi (MDB) e Renato Câmara (MDB).
Com as mudanças, a bancada do PL, hoje com três parlamentares, pode chegar a sete parlamentares. Já o Progressista pode dobrar de tamanho e ficar com a segunda maior bancada. Já o PSDB pode diminuir pela metade e ficar com apenas três parlamentares.
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