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12/01/2009 17:36

No Estado, Receita apreendeu quase de R$ 19 mi em 2008

Redação

A Receita Federal na fronteira com o Paraguai, apreendeu, em 2008, mais de R$ 18,9 milhões em mercadorias contrabandeadas do país vizinho. Em Mundo Novo, onde aconteceu o maior volume de apreensões foram mais de R$ 10 milhões, dos quais cerca de 60% do total são de veículos apreendidos por estarem transportando produtos contrabandeados.

"São caminhões, e camionetes que, na maioria estavam sendo usados para contrabandear cigarro. Há também um número considerável de carros de passeio usados neste tipo de atividade criminosa", explica Isidoro José de Oliveira, inspetor-chefe da Receita Federal em Mundo Novo.

O principal produto que é contrabandeado por Mundo Novo é o cigarro, em segundo lugar estão pneus, seguidos de materiais de informática.

Segundo a Receita Federal no Paraná, com maior fiscalização em Foz do Iguaçu, vem acontecendo a migração do contrabando de cigarros para a região de Guaíra, divisa com Mato Grosso do Sul, área mais difícil de controlar devido ao logo de Itaipu. "Mas, a Polícia Federal montou um esquema especial também nestes locais", explica a assessora Christiane Larcher.

Na fronteira com Ponta Porã a Receita Federal aprendeu R$ 8,7 milhões em mercadorias contrabandeadas do Paraguai em 2008. Conforme Ricardo Augusto de Sousa Franco, inspetor adjunto da Receita Federal no município o principal produto que atravessa a fronteira ilegalmente é também cigarro.

"O contrabando de cigarro realmente surpreende pelo volume e pela ousadia dos contrabandistas que muitas vezes tentam passar uma carreta cheia de pacotes de cigarros", conta.

Além dos mais de R$ 8,7 milhões em mercadoria, no pátio da Receita Federal ainda há cerca de oitenta carros apreendidos. Na fronteira, segundo Franco, ocorrem dois tipos de apreensão de veículos, em um as pessoas que residem no Brasil usam carros com placas do Paraguai por mais tempo do que o permitido. Contudo, como em Mundo Novo, o mais comum mesmo são os casos de apreensão de veículos usados para fazer o contrabando.

Cooperação - Para combater o contrabando na fronteira com o Paraguai, a Receita Federal conta com a ajuda de outros órgãos, tanto federias, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, quando Estaduais, como o DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

"Na fronteira é assim. A Receita tem de trabalhar em harmonia com as outras instituições, cooperando uns com os outros. Contando com a colaboração de outros órgãos para combater a criminalidade nesta região", diz Franco.

Apesar do número milionário registrado no Estado, este representa pouco mais de 10% do que foi apreendido na maior porta de entrada de produtos do Paraguai, Foz do Iguaçu. Em 2008 a Receita Federal no município paranaense apreendeu US$ 81,9 milhões.

Segundo Franco, o perfil do contrabandista que compra em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, e diferente do que atua em Pedro Juan Caballero.

"As lojas de Ciudad del Este são estruturadas para vender no atacado, então atendem ao grande comerciante. Em Pedro Juan os clientes são os pequenos sacoleiros, que não arriscam muito, e os turistas que por descuido acabam comprando mais do que é permitido", relata.

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