ACOMPANHE-NOS    
DEZEMBRO, SEGUNDA  06    CAMPO GRANDE 29º

Cidades

Novos serviços da Cassems vão exigir aumento de 37% no valor do plano

Por Zana Zaidan | 09/10/2013 16:50
Presidente da Cassems, Ricardo Ayache apresentou planilha de custos do hospital para servidores públicos do Estado (Foto: Cléber Gellio)
Presidente da Cassems, Ricardo Ayache apresentou planilha de custos do hospital para servidores públicos do Estado (Foto: Cléber Gellio)

O desconto da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais referente à contribuição para a Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de MS) pode ser reajustado em 3,25 pontos percentuais no próximo ano. O presidente da operadora do plano de saúde dos funcionários públicos do Estado, Ricardo Ayache, explica que o aumento de 37,14% será necessário devido à ampliação do rol de procedimentos a serem obrigatoriamente oferecidos a partir de janeiro de 2014, por determinação da ANS (Agência Nacional de Saúde).

Hoje, os servidores estaduais contribuem com 5,25% do valor do salário, enquanto o governo do Estado repassa 3,5% deste mesmo valor para a Cassems. A proposta é que esta contribuição total de 8,75% atinja 12% para custear a ampliação da cobertura.

A necessidade do reajuste foi discutida hoje (9) entre o presidente e usuários da Cassems, no Fórum da Saúde dos Servidores, que reuniu professores, policiais civis e militares, bombeiros, entre outros funcionários públicos. A reunião, que aconteceu nesta tarde na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), foi uma oportunidade para Ayache apresentar aos servidores a planilha de custos da empresa e, por outro lado, as principais deficiências.

A Cassems enfrenta uma defasagem do reajuste em relação ao aplicado nas mensalidades dos demais planos de saúde particulares, estabelecidos pela ANS. Hoje, 92% de toda a receita da empresa é gasta para custear exames médicos dos mais de 176 mil usuários, entre titulares e dependentes. Ainda assim, o saldo de dívidas está zerado.

Um cálculo feito pela empresa em 2011 já apontava que o aumento seria necessário. “Sem esse aumento, perdemos a capacidade de investir e com, isso, oferecer saúde de qualidade para nossos usuários”, afirma o gestor da Caixa.

Cobertura - Mais de 80 procedimentos médicos e odontológicos, entre medicamentos, terapias e exames, serão incluídos na cobertura do plano da Cassems e em todos os planos de saúde particulares, conforme a ANS. “Alguns deles, como a cirurgia em vídeo, quimioterapia oral e terapia genéticas são extremamente caros e vão gerar aumento de custos”, afirma Ayache.

“Hoje, o maior desafio enfrentado pelos planos de saúde no Brasil é justamente o crescimento excessivo dos custos assistenciais”, acredita Ayache. “Os beneficiários também pedem por mais médicos especialistas, outra dificuldade apresentada no setor da saúde, no SUS, ou qualquer cidade brasileira”, acrescenta.

Para Ayache, a participação dos servidores na discussão torna possível manter a prestação de um serviço estruturado e torna as mudanças transparentes para os beneficiários. “Pagar mais caro não agrada ninguém, mas o objetivo é apontar caminhos e pensar a longo prazo”, finaliza Ayache.

Servidores são a favor do aumento – Os servidores estaduais são a favor do reajuste porque, segundo eles, ao mesmo tempo que pagarão mais caro, a cobertura do plano de saúde será ampliada. “Não adianta pagar mais barato, se a qualidade for inferior. Vai nos custar mais, mas teremos mais serviços à disposição”, acredita o presidente do sindicato que representa os professores de escolas públicas, Geraldo Gonçalves.

“A conta dos acidentes do trabalho vai toda para a Cassems, que cobre uma necessidade de internação ou cirurgia, por exemplo. Porém, o governo do Estado devia custear os valores com relação ao acidente do trabalho e as doenças do trabalho”, reforça o presidente do sindicato dos policiais civis, Alexandre Barbosa.

Em contrapartida, os servidores pedem que o governo do Estado aumente o repasse para a Cassems e, ao invés de a conta fechar em 5,25% para o usuário e 3,5% para o governo, o pagamento seja meio a meio – 6% para um lado, e 6% para o outro, para atingir os 12% apontados pela Cassems.

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário