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28/10/2014 16:53

Número de sequestro e cárcere privado é o maior desde 2010 na Capital

Renan Nucci
Alberto Vieira Rossi, delegado do Garras, afirma que o sequestro clássico não acontece há muito tempo em MS. (Foto: Marcos Ermínio)Alberto Vieira Rossi, delegado do Garras, afirma que o sequestro "clássico" não acontece há muito tempo em MS. (Foto: Marcos Ermínio)

A quantidade de ocorrências de sequestro e cárcere privado é a maior em Campo Grande desde 2010. Segundo a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), de 1º de janeiro a 27 de outubro deste ano, foram registrados 11 casos, contra dez, três e dez, no mesmo período de 2013, 2012 e 2011, respectivamente. Em 2010, foram 13 ocorrências do tipo. Em todo Mato Grosso do Sul são 35 casos em 2014, 35 em 2013, 35 em 2012, 29 em 2011 e 37 em 2010.

Em um caso recente, uma acadêmica de 21 anos foi sequestrada em frente a uma universidade no Bairro Amambai, na Capital. A vítima foi abordada por volta das 19h, na Rua Amando de Oliveira. Sob mira de uma arma de fogo, ela foi obrigada a dirigir em direção ao Indubrasil, onde foi amarrada em uma cerca. O criminoso fugiu levando o  veículo GM Onix da vítima que, logo em seguida, conseguiu se soltar e pedir ajuda.

Por outro lado, o delegado Alberto Vieira Rossi, do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros), afirma que casos como o da universitária, são, na verdade, roubos qualificados pelo sequestro, conhecidos como “sequestro relâmpago”.

“Há muito tempo não temos casos clássicos de sequestro na Capital, nos quais os criminosos mantêm a vítima presa em cativeiro e cobram preço do resgate. Desde que estou no Garras, há cerca de dois anos e meio, nunca tivemos uma ocorrência dessas, e por enquanto não há nenhuma investigação em andamento. É importante ressaltar que às vezes acontece algo no interior, mas que se resolve de forma rápida e nós nem chegamos a ser acionados”, disse.

O delegado explica que esta modalidade de crime requer grande mobilização por parte dos bandidos, e por este motivo, muitos acabam desistindo. “O sequestro tradicional nem sempre é vantajoso, pois exige organização e o risco, assim como a pena, é muito grande e desmotiva tal prática. Os bandidos agem de maneira dinâmica e migram de delitos conforme o grau de  dificuldade que encontram em suas atividades”, afirma o delegado do Garras.

Rossi ainda fez uma relação, reforçando o sentido de oportunidade e migração. Ele comparou que, ao mesmo tempo em que os sequestros clássicos diminuíram nos últimos anos, o furto a caixas eletrônicos cresceu em todo Estado, atingindo o pico de 34 ocorrências em 2012 e 23 em 2013. “São crimes rápidos de serem cometidos e com pena menor”, explicou. No entanto, graças ao trabalho integrado de repressão por parte da polícia, os números estão caindo vertiginosamente e neste ano são apenas sete casos.

“Quando a polícia passa a agir em integração com autoridades de estados vizinhos, os trabalhos passam a dar melhor resultado. Existe um trabalho de repressão altamente qualificado. A maioria das quadrilhas que furtam caixas são de fora e por isso, passamos a trocar informações com a polícia de Estados como Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Consequentemente tiramos o anonimato dos autores e o número de crimes caíram”, explicou.

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um absurdo.
 
setrib em 29/10/2014 08:30:47
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