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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

28/05/2010 18:54

Pai e filho acusados de crime chegam na madrugada

Redação

O superintendente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), Francisco Serafim de Barros, e o filho, Fabiano de Barros Leão, de 33 anos, devem chegar só na madrugada em Campo Grande.

Os dois foram presos no Mato Grosso, depois de serem acusados de planejar e encomendar o assassinato de Fábio de Barros Leão, de 40 anos, outro filho de Serafim. Ainda não foi confirmado o horário de saída de Cuiabá.

Os suspeitos serão trazidos pelo Garras a Campo Grande, porque as investigações começaram por Mato Grosso do Sul, depois da prisão de dois pistoleiros que teriam sido contratados para matar Fábio. Eles foram pegos em uma barreira policial de rotina com fotos de Fábio, antes de conseguirem executar o plano.

Já os pistoleiros, chegaram há cerca de 20 minutos, escoltados por duas equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Fábio e o pai brigam na Justiça por um prêmio de quase R$ 29 milhões da loteria, que Fábio ganhou há quatro anos. O filho diz que depositou o dinheiro na conta de Serafim e que nunca teve o montante de volta.

Depois da prisão, o pai foi afastado da diretoria da federação de Mato Grosso. Ele e o filho negam qualquer envolvimento com os pistoleiros.

No Garras, o assunto é mantido sob sigilo. Fabiano foi preso na noite de quinta-feira em Jaciara (MT), com armas, na fazenda de Fábio.

Ele é acusado de intermediar, a mando do pai, a contratação de pistoleiros para matar o irmão.

Ao ser preso, ele portava uma pistola 380, e na sede da fazenda foram localizadas outras três armas de fogo, sendo duas espingardas calibres 12 e 36 e um revólver calibre 22, todas municiadas, além de mais de 100 munições guardadas em caixas. O suspeito foi autuado em flagrante por porte e posse ilegal de arma de fogo.

Já o pai foi preso ao sair da Federação, também no fim da tarde de ontem.

Ontem, em entrevista ao jornal Gazeta, de Mato Grosso, Fábio Cézar disse que não conversa com o pai há 2 anos, desde que deu entrada no processo em Juscimeira para tentar reaver o dinheiro. "Onde se pode imaginar que o pai e o irmão vão matar um filho? A gente só vê isso na televisão, em filme. Minha cabeça está a mil", comentou.

(Matéria editada 20h10 para correção de informações)

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