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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/04/2010 16:54

Pai não via criança mantida trancada há mais de 3 anos

Redação

O pai da menina de 5 anos que era mantida trancada em casa, sem iluminação, diz que não via a filha há mais de 3 anos. Ele foi ouvido hoje pela Polícia Civil em Campo Grande. Comerciante, que terá a identidade preservada, ele informou que sua ligação com a ex-esposa e a menina se resumia ao pagamento da pensão de R$ 220 por mês. A menina também não saia de casa desde 2007.

Ele contou à delegada responsável pelo caso, Regina Mota, que não visitava a filha e atribuiu o afastamento ao comportamento da mãe. Disse que aconteciam muitas brigas e ela impedia os parentes dele de visitarem a criança, chegando a se trancar no quarto.

Em seu depoimento, o comerciante afirmou que houve a tentativa de uma prima de visitar mãe e filha, na casa onde viviam no bairro Nova Lima, mas a recepção foi agressiva. Apesar de ter dito não saber do quadro de doença psiquiátrica da ex-esposa, afirmou ter se separado dela, um ano após terem se casado, já desconfiando que ela tivesse distúrbios psicológicos.

Desagregação familiar - A alegação do ex-marido de desconhecer os problemas da mulher repete o comportamento de todos os familiares ouvidos no inquérito e revela, conforme os policiais que atuam na investigação, um quadro de desunião familiar bastante agudo.

Foram ouvidos um sobrinho, a mãe e uma irmã da mãe da menina mantida trancada em casa. Hoje, ela está internada na Santa Casa de Campo Grande, em tratamento.

Todos disseram desconhecer que ela tivesse esquizofrenia, diagnóstico informado pela Polícia Civil.

A avó da criança disse que a filha, de 44 anos, morou com ela durante um tempo, mas há cerca de 3 anos mudou-se sozinha com a menina para o Nova Lima. Informou que sabia que ela recebia pensão do ex-marido e que de vez em quando a ajudava com dinheiro.

Tanto a mãe quanto a tia da menina ouvidas disseram que pararam de visitá-la e à mãe em razão de uma doença do avô da criança.

Apesar disso, se o tratamento da filha demorar muito, a avó disse que pode requerer a guarda da criança.

O destino da menina ainda é incerto. Por enquanto, a criança está em abrigo para menores de 18 anos em situação de risco. Depois da conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual, e, na sequência, ao Juizado da Infância e Adolescência, para definir o que será feito da mãe e da filha.

Houve uma cogitação de que familiares pudessem ser responsabilizados por omissão, mas a delegada hoje não confirmou se isso pode ocorrer.

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