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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

24/02/2010 08:07

Pais decidem manter livro polêmico em projeto de escola

Redação

Apesar da polêmica sobre livro adotado para crianças da sexta série, pais dos alunos, reunidos na noite de ontem, resolveram manter a obra no projeto criado pela escola Cnec.

A tia de um dos estudantes procurou a imprensa para denunciar a escolha, citando trechos da obra do aluno Vithor Torres, que trazem palavrões e conceitos preconceituosos, na avaliação dela.

A reclamação fez a escola convocar uma conversa com os responsáveis que, depois de ouvir o projeto e debater a questão com 12 presentes, resolveram que o livro é adequado.

De acordo com a tia, cujo nome é preservado para não expor a criança, o livro "Dia 4 de Vithor Torres" é "um livro que a meu ver demonstra caráter racista, preconceituoso, com palavras de baixo calão e de pouco (pra não dizer nenhum) teor educativo/cultural".

Após entrar em contato com a escola e não obter o resultado esperado, ela diz que irá notificar o caso ao MEC (Ministério da Educação). Ela reclama que a linguagem do livro, que em inúmeros trechos utiliza termos como "puta" e "caralho", não é condizente com um material educativo.

A obra é de um aluno da escola, do segundo ano do Ensino Médio, que escreveu o livro durante uma viagem a São Paulo. Ele pegou um ônibus vindo já de Rondônia, "sujo e cheio", detalha a coordenadora Célia Regina Tavares.

Segundo ela, as palavras de baixo calão, citadas no livro, foram ouvidas pelo garoto durante a viagem.

"Procuramos fundamentação teórica para elaborar o projeto, não somos irresponsáveis. O livro será lido sob supervisão do professor. Os alunos vão ter como questionar até as palavras usadas, diretamente com o autor", argumenta.

A coordenadora diz que o objetivo do projeto é desmistificar o ato de escrever, mostrar que todos podem ser autores.

"Frases soltas foram retiradas do livro para criar confusão. Eu só queria ter o direito de mostrar a fundamentação. Se os pais achassem ruim, a escola mudaria, sem o menor constrangimento".

A Escola garante que nunca se pensou em fazer "apologias ou educar através do palavrão. Houve distorção".

Os alunos, em média de 11 anos, ainda estão no prefácio do livro e também terão contato com o autor, que ainda estuda na escola.

Hoje a escola reúne mais uma turma de pais, desta vez da sexta série matutina, também para avaliar o livro.

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