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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

04/01/2019 18:03

Polícia Civil considera alto índice de crimes contra a vida solucionados em MS

Corporação ainda aponta número de investigações superiores a 100 mil em 2018, número semelhante ao de atendimentos gerais à população

Humberto Marques
Polícia Civil contabilizou quase 240 mil atendimentos diversos no Estado em 2018. (Foto: Arquivo)Polícia Civil contabilizou quase 240 mil atendimentos diversos no Estado em 2018. (Foto: Arquivo)

Estatísticas apresentadas pela Polícia Civil ao Campo Grande News revelam que, das quase 240 mil ocorrências registradas em 2018, quase 100 mil envolveram procedimentos tomados para preservar o cidadão, caso que incluem os boletins de ocorrência por extravio (que superaram os 88 mil). E um número ainda superior resultou em investigações de diferentes alcances, levando a corporação a apresentar dados que compara aos de autoridades do primeiro mundo, principalmente em relação aos crimes contra a vida.

O balanço da Polícia Civil aponta um grau de resolutividade de 100% quanto a elucidação de feminicídios. Em relação aos latrocínios (roubo seguido de morte), o percentual é de 75%, e de 62% para os homicídios. Todos os percentuais foram equiparados aos de países de primeiro mundo –entre 80% e 90% no caso de homicídios em países como Reino Unido e França.

Ainda segundo os dados, no ano passado houve 98 mil ocorrências envolvendo extravios a crimes de menor potencial ofensivo –como pedidos de preservação de direito e de guarda familiar, comunicados sobre morte natural ou outros atendimentos que não geram procedimentos posteriores, como inquéritos.

“Só sobre extravios houve 88.117 ocorrências, que demanda o boletim de ocorrência para o cidadão se precaver, garantindo livre circulação e que o documento, por exemplo, não venha a ser utilizado”, explicou Marcelo Renato Rodrigues de Lima Alonso, assessor de Telemática da DGPC (Diretoria-Geral de Polícia Civil).

Os registros de morte natural, que envolvem apenas a verificação e comprovação, superaram os 1,1 mil no ano passado, quando também houve 7.297 registros sobre preservação de direito. Nesses casos, não há necessariamente um desenrolar posterior de atividades na Polícia Civil. No entanto, os atendimentos entram no rol de 238.274 ocorrências registradas no período, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira (4) pela corporação.

Investigações – Todos os demais procedimentos demandam apurações, conforme a instituição. Ainda em 2018, a Polícia Civil registrou mais de 100 mil investigações desencadeadas de crimes de diferente teor, incluindo as 74.539 que já culminaram em processos judiciais ou denúncias ou exigem perícias para sua continuidade (caso de roubos e homicídios).

Cerca de 25 mil investigações envolvem delitos que não demandaram o procedimento –casos de furtos de telefone celular, bicicletas e afins. Tais casos também são encaminhados para setores competentes de apuração nas delegacias de área, por exemplo, por não serem considerados de maior complexidade –situação diferente dos crimes contra a vida.

Ainda conforme o balanço, houve a recuperação de 2.551 veículos roubados e furtados, apreensão de 24 mil armas e munições, de 335,7 toneladas de drogas e a prisão de 20.992 pessoas. Os dados abrangem todos os municípios do Estado.



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