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Campo Grande, Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

26/06/2009 15:57

Policiamento escolar já tem dado resultados na periferia

Redação

Na porta de uma escola municipal, um garoto de 13 anos foi flagrado hoje com duas porções de maconha no bolso, no Bairro Taquarussu. O menino saiu da aula, na rede particular, com outros três amigos e acabou descoberto por policiais militares, que agora são presença diária na periferia de Campo Grande.

Esse tipo de notícias passou a ser mais frequente, como resultado da presença do policiamento escolar da Capital. Na lista de histórias em menos de 30 dias de criação do grupo, os PMs relatam brigas com facas, ação de gangues. apreensões de drogas, agressões de pais contra os filhos, de alunos contra professores, negligencia familiar, e tantos outros problemas que até então eram resolvidos só por diretores e professores.

Há uma semana, por exemplo, um colega agrediu o outro com pedradas na cabeça no Jardim Noroeste. Uma briga na porta da escola, no encerramento do turno vespertino, que assutou até professores experientes. "Nunca tinha visto aquilo, tanta agressividade. A gente pensou que o Thiago tinha morrido", conta uma das professoras, sobre um dos estudantes envolvidos na confusão.

Para a diretora da escola Nazira Anache, Fabiana Parron Bergamo, de 32 anos, o ambiente escolar mudou só com a presença policial. "Antigamente a gente não tinha esse policiamento dentro das escolas", lembra, sobre a rotina de violencia. "Já cansamos de separar briga", observa.

Em operação das 6h45 às 23h, o objetivo é diminuir a violência entre os alunos, uma frente contra problema escancarado na porta de muitas famílias e na imprensa.

O trabalho conta com viaturas e policiais específicos, que fazem rondas diárias que são registradas em uma planilha. Durante a visita, os policiais conversam com os diretores das escolas, vistoriam o pátio e acompanham a hora de entrada e saída dos alunos.

A diretora Fabiana lembra ainda que antes do PM visitar as escolas, era mais difícil conseguir atendimento policial para as ocorrências. "A gente ligava e o pelotão não tinha viaturas disponíveis. Agora somos visitados diariamente", diz.

A diretora ressalta ainda que a segurança nas escolas é cobrada pelos pais dos alunos. A dona-de-casa Célia dos Santos Lino, de 27 anos, confessa que ainda não confia em deixar os filhos, de 5 e 11 anos, saírem sozinhos depois da aula, mesmo morando a apenas três quadras da escola. "Eu não facilito, porque os jovens do bairro ainda vêm procurar briga aqui", destaca.

Exemplo - Mas, para que o ambiente escolar seja realmente seguro, além da ação da Polícia é necessária a participação da própria comunidade, defende o segurança Lourival de Andrade, de 53 anos.

Por isso, ele trabalha diariamente como 'agente de trânsito' durante a saída dos alunos, por meio do Projeto Amigos da Escola, auxiliando na travessia da rua para evitar acidentes.

A filha de Lourival, de seis anos, estuda na escola onde ele é voluntário. Além de ajudar os outros alunos a atravessar a rua na hora da saída e ficar atento para que não haja acidentes, ele diz que faz questão de acompanhar a saída da filha. "Tem muita briga, muita violência aqui", aponta.

Mas, ele não desiste de fazer a sua parte para que o cenário melhore. "A gente sabe que é perigoso e por isso a comunidade tem que ajudar. A Polícia não pode resolver tudo sozinha", defende o voluntário.

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