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Campo Grande, Domingo, 21 de Janeiro de 2018

02/06/2013 16:33

Por rapidez em “pacificação” em MS, presidente Dilma pede ajuda à igreja

Nyelder Rodrigues

O Governo Federal acredita que a rapidez com que foi feita a o processo de desocupação da fazenda Buriti, em Sidrolândia, foi culminante para que houvesse conflito e acirramento na disputa entre índios e fazendeiros.

A informação foi publicada neste domingo (2) pelo jornal O Estado de São Paulo, que também apontou que presidente Dilma Roussef pediu rapidez aos seus auxiliares nos trabalhos de pacificação no Mato Grosso do Sul. Ela teria ficado chocada com a morte do índio Oziel Gabriel.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram escalados para articular acordos a partir desta segunda-feira (3), a fim de suspender momentaneamente as reintegrações de posse no Brasil.

Com tal ação, o objetivo é acalmar os ânimos das partes envolvidas o mais rápido possível, e buscar com mais calma e tempo soluções para os litígios de terra. Cardozo e Adams devem procurar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério Público para e analisar em conjunto os casos.

Além disso, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, deve se reunir com o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Raimundo Damasceno, e pedir auxílio da Igreja na pacificação, tanto com os índios, como com pequenos agricultores.

Gleisi também vai conversar com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Até o final deste mês, as autoridades federais devem concluir o estudo que vai indicar as novas regras para demarcações de terras indígenas.

O medo do Governo é que haja novos conflitos que resultem em morte, como aconteceu em Sidrolândia, em que o índio terena Oziel Gabriel, de 35, morreu com um disparo no abdômen na quinta-feira (30) durante a ação de desocupação feita pela Polícia Federal, com apoio do Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações de Especiais).



Tentativa paliativa de solução. Afigura-se uma situação interminável de conflitos... um novo Oriente Médio. Enquanto não houver vontade política de mudar, isso continuará.
 
camila novaes em 03/06/2013 09:30:16
..."Dilma Roussef pediu rapidez aos seus auxiliares nos trabalhos de pacificação no Mato Grosso do Sul. Ela teria ficado chocada com a morte do índio Oziel Gabriel." ....Será que ela ficou chocada também com a morte do agricultor, pelos índios, no município de Douradina?
 
Jota Moura em 03/06/2013 09:20:34
A Força Nacional vem da CNBB? Que País é este meu Deus do céu!!! Cada órgão no seu lugar fazendo o que lhe compete.
 
nadir giacomini em 03/06/2013 08:13:07
Depois que o caldo entorna, ficam falando isso e aquilo, mas resolver que é bom nada, só conversa!. Basta acompanhar os acontecimentos nos últimos anos, que saberiam ser tensas essas relações, tanto no MS como em outros estados. Em que mundo estiveram essas "autoridades"?
 
Adriano Magahães em 02/06/2013 20:55:40
"Suspender momentaneamente as reintegrações de posse no Brasil", coitados dos fazendeiros! Agora sim vai acontecer invasões de terras; onde está o respeito à propriedade privada? Por acaso o Brasil é um país comunista?
 
Gustavo Ribeiro em 02/06/2013 17:53:15
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