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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

28/06/2018 16:49

Presos em ação contra mega-assalto cometeram crimes até no Paraguai

Entre os 171 mandados de prisão e busca e apreensão, um foi cumprido em Ponta Porã, porém no endereço indicado nada foi encontrado

Guilherme Henri
Homem preso em Araçatuba durante a Operação Homem de Ferro (Foto: Reprodução/TV TEM)Homem preso em Araçatuba durante a Operação Homem de Ferro (Foto: Reprodução/TV TEM)

A Polícia Civil do Estado de São Paulo suspeita que os 22 presos nesta quinta-feira (28) durante a operação “Homem de Ferro” cometeram crimes até no Paraguai – país que faz fronteira com o Brasil por meio de Mato Grosso do Sul. Entre os 171 mandados de prisão e busca e apreensão, um foi cumprido em Ponta Porã, porém no endereço indicado o suspeito não foi encontrado. Outros seis mandados no município não foram cumpridos.

Conforme divulgado pelo G1 de Araçatuba (SP), o delegado que comandou as ações, Antônio Paulo Natal, detalhou que a quadrilha é complexa e alguns integrantes comprovaram a participação em outros roubos.

“Até o modo de agir é parecido, utilizando carros blindados, queima de veículos em ruas para bloquear acessos, o armamento”, afirma o delegado.

Investigações apontam que a quadrilha tenha participação em roubos a banco ou empresas de valores em Uberaba (MG), Santos (SP), Rio Claro, Piracicaba (SP), Campinas e inclusive em Ciudad del Este, no Paraguai.

“A quadrilha utiliza células compartilhadas, e isso levantou a suspeita de estar envolvida em outros crimes. Estas células compartilhadas são quando a quadrilha tem uma equipe apenas para pegar carros blindados, outra apenas explode o local, outra equipe faz a contenção. Muitos deles não se conhecem, os chefes se conhecem, mas quem está abaixo não se conhecem, e isso dificulta a investigação. Eles só se apresentam no dia do crime e voltam para suas cidades”, detalha o delegado, ao jornal do interior de SP.

Resultados - Além das prisões, foram apreendidos sete quilos de maconha, 1,2 quilo de cocaína, quatro revólveres, uma pistola e uma espingarda. A polícia também apreendeu dinheiro com os suspeitos presos, totalizando R$ 45 mil.

Um dos presos também é suspeito de ter matado o policial civil André Luís Ferro durante a ação. Ele foi preso em Rio Claro (SP) e, segundo a polícia, com ele foi encontrado R$ 30 mil. O nome da operação é uma referência ao super herói e também ao sobrenome do policial.

Operação - A ação foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (28) para prender acusados de participação em assalto à empresa de transporte de Valores Protege registrado no dia 16 de outubro do ano passado, em Araçatuba (SP).

Conforme o delegado do Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) em Dourados, João Alves de Queiroz, que deu apoio à operação, a pessoa não foi localizado e nenhum material relacionado ao roubo. “Agora vamos fazer um relatório e encaminhar ao delegado responsável pela operação”, disse.

A operação aconteceu simultaneamente também em Araçatuba, São Paulo, grande São Paulo, região de Campinas, Piracicaba, Rio Claro, Presidente Prudente e em cidades de Goiás, Piauí e Minas Gerais. Também foram cumpridos mandados em penitenciárias.

Mega-assalto - Durante o assalto à Protege, uma quadrilha explodiu parte do prédio da empresa e roubou aproximadamente R$ 10 milhões. Para cometer o crime, os criminosos cercaram o batalhão do CPI-10 (Comando de Policiamento do Interior) com dois caminhões que foram incendiados para impedir a saída das viaturas.

Com um arsenal de guerra, os bandidos atiraram contra os policiais. Também houve bloqueio na rodovia Marechal Rondon (SP-300) e um policial civil foi morto a tiros durante a ação criminosa.

Em dezembro do ano passado, cinco brasileiros foram presos em Pedro Juan Caballero, divisa com Ponta Porã, após uma troca de tiros com a polícia paraguaia. Os suspeitos seriam integrantes do PCC e teriam participado do assalto à empresa de valores.



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